(...) A visão religiosa com a qual fomos educados fez do erro o pecado e da melhoria da alma uma virtude para almas seletas. Jesus, como modelo e guia, tem sido interpretado como uma meta distante e para poucos, incentivando a mentalidade da estagnação.
Ao longo de milênios de experimentos evolutivos, o homem instintivamente praticou a adoração ao "Ser Supremo", através das mais variadas formas. Desde os horizontes da racionalidade primitiva até os pródromos da religião organizada, foram muitas as conquistas humanas cujo fim foi reverenciar esse "Ser Onipotente" que hoje chamamos Criador e Pai. Semelhantes vivências arquivadas na alma passaram a constituir o patrimônio mental da religiosidade – impulso humano para buscar o transcendental, o sagrado. E como religiosidade expressa-se de conformidade com as conquistas espirituais e intelectivas, a necessidade psicológica de adoração exterior para tornar mais concreta a relação com Deus fez surgir um enorme contingente de rituais e cerimônias, castas e convenções que determinaram uma ética própria para quantos se filiassem aos roteiros dessa ou daquela crença. Nasceram então os protótipos de conduta religiosa estabelecida para que o homem se apresente a Deus em condições dignas de "sua aprovação". Secciona-se o profano do sagrado causando uma dicotomia inconciliável entre comportamentos classificados como puros e impuros aos "Olhos do Pai".
O dogma como crença imposta toma feições fortes porque veio a galope no dorso das "ameaças do céu", nascidas em concílios e tribunais recheados de interesses de facção. Dentre essas sacramentações ideológicas que sulcaram a mente com nocivas noções sobre o que seja a renovação espiritual, vamos encontrar o terrível "vício de santificação", resultante das ideias de "angelitude instantânea", conduzindo a criatura para condutas puritanas das quais não faziam parte os seus sentimentos, uma idealização do que seja ser cristão.
Associamos assim à tarefa da santificação pessoal nos dias atuais a ideia de uma vida sem infortúnios, como se santificar fosse mais uma fórmula de baixo custo para nos livrar da dor, um modo fácil de alcançar o reino dos céus. Fazemos tudo certinho e Deus nos recompensa com a felicidade... Fazemos negócios com Deus...
A negação das necessidades íntimas a título de santificação leva a uma ruptura, nem sempre bem conduzida por parte de quantos anseiam pelos novos ideais de espiritualização. Essa ruptura, no entanto, precisa ser feita passo a passo para não gerar maiores lutas.
O nível de exigência excessivo com a melhora interior pode gerar muitas distonias. Confundimos elevada soma de cobranças com esforço efetivo de transformação. A cobrança gera a angústia e somente o esforço sereno leva à libertação.
Livro: Reforma Íntima Sem Martírio
Wanderley Soares de Oliveira, pelo Espírito Ermance Dufaux
Editora Dufaux
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