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TEMPO E GEOGRAIA

 

Tempo e Geografia

Posted: 02 Oct 2017 por Asher Intrater na Revista Impacto

[Trecho do livro "Alinhamento", Capítulo 10: Tempo e Geografia]

"…podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade…" (Jo 4.21-23)

Para adorar em espírito e verdade, não é necessário geografia ou tempo. Para adorar internacionalmente, não há necessidade de qualquer identidade étnica. No entanto, o reconhecimento de que a salvação vem dos judeus permanece como um fato da aliança divina.

Em grande parte do mundo internacional cristão, tem-se dado pouca importância para o tempo e a geografia, nos últimos dois milênios. Na visão de mundo judaica, tempo e geografia são de extrema importância. A geografia é descrita em termos de "Jerusalém, Judeia, Galileia e Diáspora". O tempo é descrito pelo calendário do Shabat, Luas Novas e Dias Santos.

Yeshua deu uma estratégia básica aos discípulos em Atos 1.5-8. Eles deveriam permanecer em Jerusalém. Deveriam esperar pelo derramamento do Espírito Santo. Depois, deveriam sair de Jerusalém. Jerusalém seria destruída. Eles não saberiam o tempo de sua reconstrução.

O tempo está ligado a Jerusalém. Enquanto Jerusalém está no lugar, o tempo está contando. Quando Jerusalém é destruída, o tempo parece alterar as dimensões até o momento para a restauração retornar. Daniel estudou os escritos de Jeremias para determinar quando seria o tempo designado para reconstruir Jerusalém (Dn 9.2). Os mistérios do tempo e do não tempo, da geografia e da não geografia, fazem parte do mistério de Israel e da Igreja, dos judeus e dos gentios.

No primeiro século, o evangelho tinha uma direção clara: de Jerusalém até os confins da terra. Nos dois mil anos seguintes, houve um pouco menos de ênfase na direção. Neste último século, uma ênfase estratégica retorna, e a direção reverte dos confins da terra de volta a Jerusalém.

Quando Yeshua disse aos seus discípulos que não pertencia a eles saberem os tempos estabelecidos pelo Pai, ele quis dizer que não era hora de restaurar Jerusalém; portanto, não havia necessidade de eles saberem. Deus certamente quer que conheçamos o tempo e a estação em que vivemos em qualquer ponto da história, para que possamos obedecer a ele no nosso tempo presente. Quando chegar o momento de obedecer, você saberá que tempo é e o que fazer.

Lembremos que um período de 50 anos é bastante simbólico nas Escrituras e é chamado de Jubileu. Ninguém sabe as datas exatas dos anos originais dos jubileus bíblicos. De qualquer forma, é fascinante notar esta passagem de tempo:

  • 1517: O império Otomano conquista Jerusalém
  • 1517: Início da Reforma Protestante de Lutero
  • 1917: Protestantes britânicos conquistam Jerusalém
  • 1967: Nação judaica conquista Jerusalém
  • 1967: Renovação carismática
  • 2017: Alinhamento global e evangelismo muçulmano

Vamos resumir estes anos:

  • 1517 era 500 anos atrás ou 10 jubileus,
  • 1917 era 100 anos atrás ou 2 jubileus,
  • 1967 era 50 anos atrás ou 1 jubileu.

Israel se tornou uma nação em 1948. O ano de 2018 marcará 70 anos a partir daquele ano. Um período de 70 anos é descrito como momento decisivo para a restauração do Reino para Israel (Jr 25.11/ 29.10; Dn 9.2,24). O período de 70 anos é atravessar para um novo paradigma, diferente do que aconteceu anteriormente. É passar para a próxima etapa histórica.

O ano de 2018 é uma conclusão de 70 anos para o Estado de Israel. Agora é o tempo para iniciar a próxima etapa. É a hora para a restauração espiritual surgir a partir da restauração natural. É o tempo da etapa de reavivamento dentro do processo de restauração da nação de Israel. É hora de o remanescente messiânico de Israel tomar seu lugar.

(Eu não acho que devemos enfatizar demais as datas, mas vale a pena ter um pouco de perspectiva histórica para os tempos em que vivemos.)

Peça hoje seu exemplar do novo livro "Alignment" de Asher Intrater (em inglês) e não se esqueça de usar o código de cupom LINEUP para conseguir seu desconto de 50%!

Nota Importante! Este livro já foi traduzido para o português e será lançado antes do final do ano. Aguarde aviso em breve!

 

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[evang-com-jesus:684] ENC: Lançamento pela LEAL das "Pérolas da Série Evangélica Amélia Rodrigues"

 

"O silêncio em serviço é uma prece que fala."
Emmanuel
 

 

 

De: "Enrique Baldovino" <henriquedefoz@uol.com.br>
Enviada: 2017/09/24 22:22:16
Para: henriquedefoz@uol.com.br
Assunto: Lançamento pela LEAL das "Pérolas da Série Evangélica Amélia Rodrigues"
 
 
        Estimados amigos:
        Jesus sempre conosco!
 
    a) A Editora LEAL (Livraria Espírita Alvorada) lançou, em 7 de Setembro deste ano de 2017, no Centro Espírita Caminho de Redenção (Salvador, Bahia), os 2 volumes das "Pérolas da Série Evangélica Amélia Rodrigues" (https://www.livrarialeal.com.br/), com mais de 1.100 páginas.
 
    O Espírito AMÉLIA RODRIGUES ditou, através da psicografia de DIVALDO PEREIRA FRANCO, até esta data, 10 Livros de excelente conteúdo evangélico, doutrinário, poético e histórico, desde 1967, isto é, há 50 ANOS, data do Prólogo da Obra Primícias do Reino.
 
    b) Apartir dessa data, novos livros desse Espírito de escol foram ditados ao prestigioso médium, orador e educador Divaldo Franco, a saber (toda a Série tem quase 2.000 páginas):
 
    1) Primícias do Reino (1969) - PDR.
    2) Luz do Mundo (1971) - LDM.
    3) Quando voltar a Primavera (1977) - QVAP.
    4) Há flores no Caminho (1982) - HFNC.
    5) Pelos caminhos de Jesus (1987) - PCDJ.
    6) Trigo de Deus (1993) - TDD.
    7) Dias venturosos (1997) - DV.
    8) ...Até o fim dos Tempos (2000) - AOFDT.
    9) A Mensagem do Amor Imortal (2008) - AMAI.
    10) Vivendo com Jesus (2012) - VCJ.
 
   
    Ambos os volumes das "Pérolas da Série Evangélica Amélia Rodrigues" foram organizados por Regina Baldovino e Enrique Baldovino, destacando, por ordem alfabética, mais de 1.000 palavras-chaves (MIL), em forma de entradas principais, indicando vocábulos histórico-geográficos citados na comovente Série, nomes próprios da época evangélica e do contexto anterior e posterior à vinda do CRISTO, termos doutrinários, personagens e lições do EVANGELHO e de todos os tempos etc.
 
    c) As entradas secundárias somam mais de 4.600 remissões complementares, extraídas das 10 Obras da portentosa Série Amélia Rodrigues, Livros que formam como um Colar de Pérolas em torno das magníficas lições de JESUS, à guisa de um Quinto Evangelho.
 
    d) Além do dicionário alfabético, a obra conta com uma ampla Biografia Inédita de Amélia Augusta do Sacramento Rodrigues (26/05/1861 - 22/08/1926), em homenagem aos 50 ANOS do lançamento da Série Evangélica e como tributo à Vida e Obra de Dona Amélia Rodrigues, nas suas inúmeras e esquecidas facetas de:
 
    mestra, literata polígrafa, tradutora, abolicionista, pesquisadora, humanista, conferencista, católica militante, romancista, teatróloga, poetisa, educadora, articulista, pensadora, jornalista, estudiosa, ensaísta, dados precedidos por uma mini-biografia de Divaldo Pereira Franco, em homenagem também a este notável médium e conferencista, que acaba de cumprir 90 anos de idade e 70 anos de mediunidade com Jesus (mediunato ou mediumato).
 
    e) Finalmente, acreditamos, minha esposa Regina e eu, que com esta compilação homenageamos os 50 ANOS da referida Coleção, à que chamaremos SEMEAR, siglas da "Série Evangélica AliA Rodrigues", sigla-verbo com a qual destacamos carinhosamente a ação profícua desse Espírito, fiel a Jesus há tantos séculos, cujas pérolas colocamos à disposição de todo o público, a fim de facilitar a localização e a busca dessas pérolas-ensinos, fornecendo com facilidade o número do capítulo, da página e o nome do Livro citado da Série.
 
    Com o afeto de sempre,
 
     Enrique e Regina Baldovino.
    Foz do Iguaçu/PR - 24/09/2017
 
 

--
Há muito mais para se conhecer!
 
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Votos de paz.
RB
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7 mentiras que falam de Sérgio Moro

7 mentiras que falam de Sérgio Moro

 

A força dos fatos que levaram à condenação do empresário Marcelo Odebrecht a 19 anos e 4 meses de prisão, serviu para acender uma esperança em inúmeros brasileiros: afinal, se nem mesmo o presidente do segundo maior conglomerado empresarial do país está acima das leis, é sinal de que a justiça ainda cumpre o seu dever, não é mesmo? A condenação, porém, levanta uma dúvida: o que farão os políticos ao perceberem a inevitabilidade de responder à justiça por seus atos? No que depender do que foi mostrado até aqui, a resposta é uma só: irão tratar de desviar o foco da justiça e dos tribunais para a política – uma terra na qual o jogo sujo e os conchavos são a lei, Lula é uma grande figura, e Sérgio Moro um completo ninguém.

 

Partidarizar e politizar a Lava Jato para desacreditá-la é a grande estratégia da vez. Nada que intimide Moro. O juiz federal sabe, por experiências passadas, que conduzir sem a vigília constante da mídia e da opinião pública uma operação que tem entre os citados a atual presidente da República e os demais quatro ex-presidentes vivos, levanta suspeita sobre membros da Suprema Corte, investiga os presidentes da Câmara e do Senado, tem quase 300 políticos e autoridades já citados e é responsável por desarticular operações de cartel nas nove maiores empreiteiras do país, é o cenário perfeito para que, como tudo na política, os julgamentos terminem em acordos ou arquivamentos.

 

No equilíbrio complexo entre depender da opinião pública e seguir estritamente as leis, inúmeros são os ataques que Moro vem sofrendo. Desde que começou a julgar o caso e esbarrou no maior esquema de corrupção da história do país, o juiz que já era conhecido por ter ajudado a revelar nosso segundo maior caso de corrupção (o Banestado), já teve sua vida vasculhada e virada de cabeça para baixo inúmeras vezes. Ao longo da Lava Jato, dois veículos de imprensa foram intimamente correlacionados a pessoa do ex-presidente Lula ou ao PT, e outros muitos já aventados – mas o certo é que Moro não é alvo apenas da imprensa governista. É também, e muito mais, das dezenas de blogs apócrifos destinados apenas a isso: caluniar e difamar seu trabalho.

 

Abaixo, selecionamos 7 dessas mentiras que você provavelmente já ouviu sobre ele.

 

1. SERGIO MORO É FILIADO AO PSDB – MENTIRA

 

A acusação de que Moro é militante ou filiado ao PSDB é provavelmente o mais difundido dos boatos a respeito do juiz. Há muito que antagonizar PT e PSDB tem sido uma estratégia para desvirtuar o debate por parte do governo. O cenário é taxativo: quem não é petista, é tucano. E se você aponta irregularidades de um lado, certamente tem rabo preso com o outro, mesmo quando isso tudo não passa de fantasia.

 

A estratégia é bastante comum. Para cada crime do PT, cita-se um crime do PSDB, como se corrupção fosse um jogo de soma zero e ambas se anulassem. Se você critica Lula ou Dilma, automaticamente defende FHC ou Aécio. O PSDB, dessa forma, se torna muito além de uma “oposição conveniente” (como lembrou Delcídio em sua delação, dizendo que os tucanos agiram para impedir o impeachment de Lula no auge do Mensalão), mas a oposição “permitida”.

 

O boato sobre Moro, porém, não passa disso – um boato. Após a 24ª fase da Lava Jato, que deflagrou a operação TriploX, colocando Lula em evidência, começaram a surgir estórias de que o juiz seria filiado ao PSDB do Paraná desde 1999. A prova seria um print do site do TSE apontando a filiação de um tal “Sergio Roberto Moro”. O erro, porém, é que o nome real do juiz é outro: Sérgio Fernando Moro.

 

2. A ESPOSA DE MORO É ADVOGADA DO PSDB – MENTIRA

 

Na mesma onda de ligar o juiz ao suposto partido de oposição e mostrar que a operação seria partidária, e portanto inválida, surgiram acusações de que a esposa do juiz seria advogada de um escritório que trabalharia para candidatos do PSDB.

 

O boato surgiu ao ligar Rosângela Moro como advogada do vice-governador do Paraná, Flávio Arns, do PSDB. Fotos de Rosângela com o político tucano comprovariam a ligação e, portanto, mostrariam em definitivo que o juiz não era imparcial.

 

Só há um problema com as fotos: a época em que elas foram tiradas. De fato, Rosângela Moro e Flávio Arns se conhecem.

Flávio, sobrinho de Zilda Arns, foi presidente da associação das APAES’s do Paraná, de onde Rosângela é advogada. Na época, o político tucano ainda não possuía qualquer relação com o governo estadual, tampouco atuava como político.

 

A estória, porém, não para por aí. Até 2009, Flávio Arns era ligado ao PT. Seguindo o rastro deste boato, poderíamos afirmar que Rosângela foi advogada do PT por um tempo, certo? Pois é. Também não faria o menor sentido.

 

3. MORO RECEBE R$ 77 MIL DE SALÁRIO – MENTIRA

 

Que o judiciário brasileiro é caro e ineficiente, restam poucas dúvidas. Segundo um estudo publicado em O Globo, temos cerca de 1/5 do número de juízes da Alemanha, mas nosso sistema judiciário custa aproximadamente 1,5% do nosso PIB, valor quase 10 vezes maior do que o gasto em países como os Estados Unidos. Não é novidade, portanto, que juízes, promotores e outros membros proeminentes do judiciário brasileiro ganhem bem.

 

Com esta ideia bem sedimentada na opinião pública, no entanto, criar um boato não parece tão difícil. O limite salarial de um funcionário do judiciário deve ser o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal, equivalente a R$ 39,2 mil. É público e notório, porém, que existem casos onde membros do judiciário recebem valores maiores que estes, descumprindo a lei. O que não é o caso aqui.

 

Para criar o boato de que o juiz Sérgio Moro receberia R$ 77 mil, descumprindo portanto a lei (o que o tornaria corrupto), os responsáveis pegaram um mês atípico – onde o salário real do juiz, R$ 28,947,55, segundo o site do TRF4 (o Tribunal Regional Federal da quarta região, onde ele trabalha), soma-se a verbas indenizatórias de R$ 5,176,63, que o juiz recebeu em função de ter pago do próprio bolso despesas do Judiciário, além de R$ 43,229,38, em função do adiantamento de férias e outros benefícios trabalhistas garantidos em lei. Goste-se ou não do custo do Judiciário, a acusação de que o juiz receberia mensalmente este valor é, como nos outros casos, categoricamente falsa.

 

4. SERGIO MORO ARQUIVOU A CORRUPÇÃO DO CASO DO BANESTADO – MENTIRA

 

Um dos mais emblemáticos casos de corrupção na história do país, o do Banestado, foi responsável por enviar ilegalmente US$ 24 bilhões para o exterior por meio do banco público paranaense. Do total, cerca de US$ 17 milhões foram recuperados. Um número 27 vezes menor do recuperado até aqui pela Lava Jato.

 

Um dos personagens envolvidos no caso, Alberto Yousseff, que você certamente já ouviu falar pelo caso do Petrolão, fechou um acordo de delação premiada com o Ministério Público estadual. Ao ver que o doleiro incorreu no mesmo crime novamente, Sergio Moro suspendeu o acordo e retomou o processo do Banestado contra Yousseff, condenando-o a 4 anos e 4 meses de prisão (Yousseff ainda não foi condenado na Lava Jato). Não é verdade, portanto, que o doleiro tenha escapado por conta de Moro.

 

Cerca de 684 pessoas foram denunciadas pelo escândalo do Banestado, sendo 97 condenadas (até 2011). Da parte do juiz Sergio Moro, que na época possuía 31 anos, foram 25 condenações, em apenas 12 meses. Seja por lentidão da Justiça em julgar nas instâncias superiores ou por obra dos advogados, muitas condenações caíram. Em 2013, o Superior Tribunal de Justiça extinguiu a pena de 7 condenados. Outras penas foram extintas ou casos arquivados em recursos no mesmo TRF4. O certo é que, dele, as condenações ocorreram. E foram rápidas.

 

Em outra operação, a Farol da Colina, Moro decretou de uma única vez a prisão de 123 pessoas, tirando de circulação 63 doleiros. O caso é emblemático. Como Yousseff fez um acordo com a Procuradoria e o Ministério Público do Paraná ao ser liberado no caso do Banestado, ele era um dos poucos doleiros livres no país, motivo que o levou a ser chamado para atuar no Petrolão.

 

Ainda sobre o caso, argumenta-se que nenhum político foi condenado na ocasião. Ocorre, porém, que como juiz de primeira instância, não cabe a Moro julgar, e sequer investigar, políticos, que possuem foro privilegiado. As decisões de investigar tais autoridades cabem ao Procurador Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal.

 

5. MORO RECEBE SEM DAR AULAS NA UFPR – MENTIRA

 

As tentativas de desqualificar Sergio Moro crescem à medida que desqualificar as provas torna-se mais improvável. A “ordem” para blogs e páginas governistas de redes sociais é, de alguma forma, mostrar que o juiz comete atos ilegais, e assim, trata-se de um hipócrita condenando os responsáveis por roubar e fraudar R$ 88 bilhões da Petrobras.

 

Além de juiz, Moro é também professor, na Universidade Federal do Paraná, onde recebe por volta de R$ 3 mil mensais para trabalhar 20h semanais (com obrigação de dar 8 horas semanais de aula). Segundo a acusação, Moro se utilizaria do seu cargo de juiz para impedir uma liminar da universidade que o obrigaria a dar as aulas, enquanto ele próprio não comparece à universidade.

 

A informação, mais uma vez, é falsa. Moro não apenas dá as aulas (duas vezes na semana), como também já enfrentou protestos de governistas em frente a elas, buscando tumultuar seu trabalho.

 

Em 2012, quando foi chamado para ser assessor da ministra Rosa Weber no caso do Mensalão, Moro buscou por meio judicial que a universidade lhe permitisse dar as 8 horas semanais as quais é obrigado, em 3 aulas seguidas na segunda-feira e no sábado (e não nas segundas e terças como faz atualmente). Ocorre que o regimento da universidade proíbe mais de duas aulas seguidas por professor, de modo que também não é verdade que Moro tenha processado a universidade para não dar aulas.

 

Em suma, o STF tentou obrigar Moro a escolher entre o Judiciário e o magistério – e Moro buscou continuar em ambos, sendo além de juiz, professor.

 

6. MORO GRAMPEOU A PRESIDENTE DA REPÚBLICA, O QUE É ILEGAL PARA UM JUIZ DE PRIMEIRA INSTÂNCIA – MENTIRA

 

A divulgação de parte dos grampos telefônicos do ex-presidente Lula (ainda há grampos sob sigilo) gerou provavelmente uma das ondas de desinformação mais relevantes dos últimos tempos na Lava Jato. De todos os lados surgiram “juristas” de ocasião, para avaliar se um juiz de primeira instância não teria cometido uma ilegalidade ao divulgar um grampo contendo Dilma Rousseff, uma autoridade com foro privilegiado.

 

Para desviar o foco do conteúdo, que demonstra uma tentativa de obstrução da justiça (um crime, portanto) por parte de Dilma, sites governistas como o Diário do Centro do Mundo e o Pragmatismo Político buscaram apontar que o grampo na presidente da República seria ilegal, uma vez que demanda autorização do Supremo Tribunal Federal, coisa que Moro não possui.

 

Todos aqueles que não perdem tempo em gritar “Fora Globo”, acusando a emissora carioca de manipulação, como a jornalista-governista Cynara Menezes, a Socialista Morena, correram para a apontar a prova de que Moro teria grampeado Dilma: o fato de uma das gravações mostrar o barulho do escritório de Dilma antes de Lula atender. Segundo o perito Ricardo Molina, porém, isto ocorre pois a gravação por parte do telefone é iniciada assim que se realiza a chamada, e não no momento em que se atende. Trata-se portanto de uma conclusão descabida (o perito foi procurado pelo governo, segundo a revista IstoÉ, mas acabou não apontando aquilo que o Palácio do Planalto esperava).

 

A ideia falsa foi comprada por deputadas como Jandira Feghali e a própria presidente Dilma, que fez discursos inflamados sobre o absurdo que era a presidente ser grampeada (mesmo sendo alertada de que isso se tratava de uma inverdade).

 

Após as indicações de peritos de que a presidente não foi grampeada, porém, nenhum dos citados até o momento voltaram atrás.

 

7. MORO É SELETIVO, NÃO JULGA CUNHA OU AÉCIO – MENTIRA

 

Provavelmente a mais absurda das acusações que pesem sobre o juiz Moro seja a de que ele se recuse a julgar o senador mineiro Aécio Neves, citado 5 vezes nas delações da Lava Jato. Tudo isto, segundo muitos, pois Moro insiste em julgar apenas Lula e o PT.

 

A acusação não passa de um absurdo. Moro não tem poder para julgar Aécio, ou Cunha, ou mesmo Gleisi Hoffman e Lindbergh Farias (senadores petistas citados nas delações da Camargo Correa), ou Maria do Rosário (deputada petista citada pela Engevix). Todos devem ser investigados e julgados no foro competente – o Supremo Tribunal Federal, se assim concordar o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot.

 

Janot, indicado por Dilma em 2013, é o responsável por denunciar ministros, senadores, deputados, ou mesmo a presidente da República, cabendo ao STF autorizar a abertura de inquérito. Ao fazer isso, o caso segue para o ministro Teori Zavascki, também indicado por Dilma para o STF. Teori é o relator da Lava Jato na instância máxima da nossa justiça. É dele, por exemplo, a responsabilidade sobre o não andamento dos nove casos que pesam sobre o senador Renan Calheiros, ou contra o senador Fernando Collor.

 

Ao juiz Moro, cabe julgar aqueles que não possuem foro privilegiado, como o ex-presidente Lula e sua família, todos os executivos e presidentes das mais de 16 empresas envolvidas, doleiros e funcionários das empresas estatais. Neste caso, Moro tem sido rigoroso ao estabelecer penas, como mostra o caso do empresário Marcelo Odebrecht. As condenações do juiz Moro, porém, são passíveis de recursos, uma vez que se trata de um juiz de primeira instância.

 

Para evitar que, assim como no caso do Banestado, suas decisões sejam desfeitas pelos tribunais superiores, Moro só tem uma alternativa: contar com o apoio vigilante da mídia e da população, para evitar boatos e mentiras que favoreçam políticos e os demais acusados. Como esses aqui citados.

 

Extraído – Blog do Linhares

 

 


Livre de vírus. www.avast.com.

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