Estudo para o culto de doutrina da Igreja Do Betel Brasileiro Geisel. Tema: Vivendo para Ser e Fazer Discipulos – A Mensagem do Discipulado
Vivendo para Ser e Fazer Discípulos:
A MENSAGEM DO DISCIPULADO
Texto Básico: Mt 4.17; At 2.38 Texto Áureo: Rm 10.9
Texto Devocional: At 4.12
INTRODUÇAO
O campo onde devemos buscar discípulos é o mundo, "lá fora onde os pecadores estão", como disse T. L. Osborn. Porém, o tempo para fazermos a obra é HOJE, é AGORA, e que esta tarefa não pode ser adiada.
Uma vez que já sabemos aonde ir (o mundo!) e quando ir (agora!), é de extrema importancia a seguinte pergunta: Que mensagem devemos anunciar aos pecadores? É a "mensagem que o discipulado deve anunciar" que queremos desenvolver neste estudo.
I. MENSAGEM NAO E O CURRÍCULO PARA O DISCIPULADO
Para compreendermos este estudo, é importante sabermos distinguir bem as duas coisas. A mensagem do discipulado é a pregação da salvação pela fé em Jesus Cristo. A mensagem do arrependimento e o convite ao pecador para que se torne um seguidor, um discípulo de Jesus. Enquanto o currículo para o discipulado são os ensinamentos do Senhor Jesus, inseridos na Biblia Sagrada. Duas palavras gregas, usadas no Novo Testamento, podem elucidar melhor:
1. Kerygma. Significa a pregação do evangelho, a proclamação da Pessoa de Jesus Cristo como Salvador e Senhor. A igreja precisa proclamar (I Pe 2.9; Ap 22.17). E quando ela o faz, muitos pecadores se arrependem e surgem novos discípulos de Jesus.
2. Didaquê. Doutrina, ensinamento ou ato de ensinar (Mt 7.28,29). Aqueles que se tornam seguidores de Jesus, como consequência da pregação do evangelho, devem ser imediatamente submetidos a um processo de discipulado ininterrupto, para que cheguem à maturidade. Isto é DIDAQUÊ. O discipulado faz parte do IDE de Jesus para a igreja (Mt 28.20).
II. O QUE É A MENSAGEM DO DISCIPULADO
Seguindo o exemplo de Jesus Cristo, João Batista, os apóstolos e outros pregadores do Novo Testamento, concluímos que a pregação se apoia em três grandes pilares: a) O arrependimento; b) O senhorio de Cristo; c) A verdade de que Jesus é o único Caminho para se chegar a Deus.
1. O arrependimento. João Batista preparou o povo para receber o Messias, pregando o arrependimento (Mt 3.2; Mc 1.4; Lc 3.3,7,8a). O Senhor Jesus, em suas mensagens públicas, chamava os pecadores ao arrependimento (Mt 4.17; Mc 1.14,15; Lc 13.3b). O apóstolo Pedro pregou arrependimento (At 2.38; 3.19); Paulo também (At 17.30). Através do arrependimento genuíno, o pecador se propõe a mudar de vida e voltar-se para Deus, produzindo frutos dignos do arrependimento (Mt 3.8).
2. O senhorio de Cristo. Só podemos ser verdadeiros discípulos de Jesus Cristo se o reconhecermos como Senhor absoluto de nossas vidas. Sem o senhorio de Cristo, jamais haverá obediência a Ele. E sem obediência irrestrita ao Mestre é impossível haver discipulado. O discipulado deve começar com a confissão de Jesus como Senhor (Rm 10.9). Para a igreja primitiva, o senhorio de Cristo era de extrema importância. Pois Ele era prezado como "KURIOS", palavra grega que significa Senhor absoluto, Dono ou Amo. Pedro disse: "…a este Jesus que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo" (At 2.36).
3. Jesus, o único Caminho da salvação. O homem deseja ardentemente chegar a Deus. E as religiões apontam-lhe inúmeros caminhos. Mas o Senhor Jesus deixou claro que há só um Caminho (Jo 14.6). E os seus discípulos enfatizavam esta verdade aos pecadores: "E não há salvação em nenhum outro…" (At 4.12).
III. NÃO PODEMOS ABANDONAR ESTA MENSAGEM
1. A mensagem é radical. Como vimos, "a mensagem do discipulado" é uma mensagem radical. Isto é, não faz concessões. Mas, infelizmente, a igreja não tem dado ênfase a estas verdades vitais. A tônica, em muitos púlpitos, é o conforto do homem, seu bem estar, sua prosperidade financeira, carro do ano, luxo etc. "Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema" (Gl 1.8). Paulo nos dá o exemplo de intransigência que devemos pôr em prática, nunca barateando o evangelho que recebemos para anunciar. Certo pastor, falando da dificuldade enfrentada para o crescimento da igreja, disse: "Como é difícil encher a igreja de crentes!" Jesus era seguido por multidões. Mas "discípulos" mesmo, eram poucos!
2. Precisamos fazer uma reflexão sobre a mensagem pregada hoje. O cristianismo está virando uma religião popular, os templos estão cheios, mas não há transformação de vidas e, tampouco, maturidade espiritual. A igreja precisa refletir profundamente acerca da mensagem que tem apresentado ao mundo. Paulo exortou Timóteo, seu discípulo: "Prega a palavra" (2Tm 4.2). Nós não temos o direito de pregar outra mensagem. Não temos o direito de inventar nada. Devemos pregar somente e nada mais do que a Palavra de Deus.
CONCLUSÃO
Se queremos ver na igreja verdadeiros discípulos de Jesus, é importante começar bem. Precisamos passar uma visão correta aos novos discípulos.
Enquanto a mensagem de Jesus chamava o pecador a um arrependimento genuíno, desapego aos bens e riquezas deste mundo, vemos com estranheza alguns pregadores atraindo pessoas por meio de mensagens de prosperidade material, carro do ano, luxo, riqueza, roupas da moda etc. Mas o que Jesus disse é: "Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo" (Lc 14.33).
PERGUNTAS DO ESTUDO
1. Qual a diferença entre a mensagem do discipulado e o currículo para o discipulado?
2. Você concorda que muitas igrejas têm abandonado a verdadeira mensagem? Por quê?
3. Quais as consequências do abandono da verdadeira mensagem? Discuta com os outros discípulos de sua classe.
4. Qual era a característica da mensagem de Jesus e de seus discípulos?
5. Qual o significado do senhorio de Cristo?
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Sermão: De que precisamos para a realização da nossa missão?
Palavra ministrada pelo Pr Josias Moura no aniversário de 30 anos da igreja do Betel Brasileiro do Betel Altiplano, liderada pelo Pr. Alberto
De que precisamos para
a realização da nossa missão?
Efésios 4:1-16
1 Introdução.
John Wesley pregador avivalista costumava repetir esta frase: "O mundo é minha paróquia". Nesta frase, Wesley define qual é a nossa grande missão.
Nossa missão é ganhar vidas para Cristo e anunciar o evangelho do reino. Willian Carey, quando perguntado, sobre a razão de sua obstinação pela obra missionária costumava responder simplesmente: "porque é a vontade do Senhor!"
2 Se nossa missão é uma expressão clara da vontade de Deus, de que ferramentas precisaremos? Efésios 4:1-16 nos mostra quais são algumas destas ferramentas.
2.1 Vivamos a vida cristã com dignidade. ("…vivam de maneira digna da vocação que receberam… v.1)
Vivemos numa época em que muitos cristãos parecem viver como verdadeiros agentes secretos de Deus, não sendo conhecidos pelo seu testemunho.
No entanto uma das grandes ferramentas que precisamos usar para cumprir a nossa missão é o nosso testemunho. Paulo aqui recomenda: "…vivam de maneira digna….".
Quando Paulo inicia o verso 01 ele menciona novamente sua prisão. O apostolo vivia em circunstâncias difíceis. Para viver de modo digno, Paulo havia pagado um considerável preço pessoal por causa de sua obediência ao Senhor. Mas mesmo nestas circunstâncias, não abandonava seu dever.
Viver dignamente o cristianismo tem um preço. No Evangelho de Marcos 8.34, Jesus Cristo chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me.
Alguém já disse que a vida de alguns cristãos é como um livro aberto, mas daqueles que ninguém tem vontade folhear. Que tipo de livro tem sido a nossa vida? Um livro digno de ser aberto?
Lembremos que nossa missão tem um preço: testemunho, renuncia do eu, autonegação, etc…
2.2 Suportemos uns aos outros v.2
No verso 2 Paulo declara: "Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor."
O amor é a ferramenta mais poderosa que temos para realizar nossa missão. Nos dias de hoje, encontramos por aí muitas pessoas excessivamente legalistas que não toleram falhas e fraquezas dos outros. Estas pessoas estão sempre preparadas para encontrar ciscos na vida de outros, mas muitas vezes são incapazes de reconhecer as traves que estão em si mesmas. O verdadeiro cristianismo leva o cristão a ser mais misericordioso e menos legalista.
Em Lucas 18. 9-14, Jesus nos conta uma parábola sobre um fariseu e um publicano. O primeiro orava sempre por si mesmo e se referia ao publicando destacando seus pecados e defeitos. O legalismo daquele fariseu o levava a ter uma falsa espiritualidade, impedindo-o de ver aquele pobre pecador arrependido como alguém que precisava ser amado e alcançado pela graça de Deus. O legalismo faz que pessoas se tornem intolerantes, e incapazes de amar ou ajudar os mais fracos em suas necessidades.
Precisamos entender que ninguém será perfeito aqui na terra, portanto devemos ser misericordiosos com os outros, apesar de suas faltas.
Será que existe alguma pessoa cujas falhas estão lhe aborrecendo? Em vez de ficar se detendo nas fraquezas ou destacando os erros de outros, ore por eles, procure ajuda-los a crescer na vida espiritual.
2.3 Conservemos a unidade v3-5
Construir a unidade é um dos papeis mais importantes do Espirito Santo, pois a unidade é a grande arma da Igreja para que as forças do inferno não lhe resistam. Jesus nos ensina que uma casa dividida não próspera.
Paulo nos lembra de alguns aspectos desta unidade: "4 Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só; 5 há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, 6 um só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos."
Nos versos 3-5, Paulo nos desafia: "3 Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz". Quando agimos em unidade, alcançamos um grande resultado: a paz entre os irmãos. Assim a unidade reduz conflitos entre irmãos fazendo com que todos caminhem num mesmo propósito. Não havendo unidade, muitos começam a trabalhar contra os propósitos de Deus para a sua igreja, se tornando obstáculos para a benção de Deus.
Não nos tornemos obstáculos ao que Deus quer realizar na vida da igreja. Sejamos fontes de bênçãos.
2.4 Compreendamos qual o nosso desígnio no corpo de Cristo
Vejamos o que Paulo diz aqui: "11 E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, 12 com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, 13 até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo."
Algo maravilhoso no corpo de Cristo é que nossa unidade não destrói a nossa individualidade. O Espírito Santo concede dons especiais a cada cristão para que sejamos uteis no reino de Deus produzindo frutos.
Tenho sempre dito que nunca vi ninguém atirar pedras em árvores mortas. Pessoas procuram árvores frutíferas para atirar pedras com a finalidade de derrubar seus frutos. Assim meu irmão, se você tem produzido frutos, haverá certamente retaliação, pessoas se levantarão para tentar frustra-lo, mas em nome de Jesus prossiga. Melhor é ser uma árvore viva frutífera que enfrenta as pedradas da vida, do que uma árvore morta que só ocupa espaço inútil.
Um cristão que produz frutos deve sempre usar os seus dons. Não pode parar de usa-los. Procure oportunidades na igreja. Tenha a iniciativa de procurar o seu pastor e pergunte: Pastor onde posso ser útil em realizar a minha missão? Em seguida procure reconhecer qual é o seu lugar no corpo e use tudo o que Deus lhe dará para ajudar sua igreja a realizar o desígnio que lhe foi confiado por Deus.
2.5 Não vivamos mais como meninos inconstantes, sigamos a verdade crescendo no conhecimento de Cristo.
Vejamos o que Paulo nos diz aqui nos versos seguintes: "14 O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. 15 Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. 16 Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função."
Nos versos que acabamos de ler Paulo nos dá alguns conselhos extremamente importantes para que possamos ser bem sucedidos em realizar a nossa missão:
· Não nos comportemos como meninos inconstantes. Quem começa algo, precisa terminar. Quem lança a mão no arado, não pode mais olhar para trás. Quem esta servindo a Deus, não pode permanecer agindo como um crente imaturo, que as vezes está animado, em outros momentos está chateado com alguém, em outros instantes magoado com o pastor ou com a igreja, em outros, pensando em desistir.
- Sigamos a verdade em amor. Quem deseja realizar sua missão precisa ter como prioridade ter o hábito de ler e meditar diariamente na palavra de Deus. Na realização de nossa missão precisamos seguir a verdade revelada, movidos por um sentimento de profundo amor.
- Procure sempre crescer em tudo. Nas dificuldades não desanime, aprenda a enxergar oportunidades de crescimento. Nas crises não recue, peça a Deus forças para supera-las e tornar-se mais resistente. Nas grandes escolhas procure ter a direção de Deus, e você crescerá em sua capacidade de ouvir melhor a voz de Deus. Avance, avance sempre, recuar nunca!
3 Conclusão
Ilustração. Conta-se que certa vez um menino ouvira uma mensagem sobre o trabalho missionário entre os pagãos. Pelas necessidades daqueles povos que vivem nas trevas, o menino procurou a esposa do pastor e entregou-lhe uma moeda de pouco valor. Aquela senhora estava fazendo um embrulho com roupas, remédios e alimentos para enviar ao oriente. Ela comprou um folheto com aquela pequena moeda e colocou-o dentro do pacote. O folheto caiu nas mãos de um dos chefes da Birmânia, que por meio de sua leitura converteu-se ao evangelho. Mais tarde esse chefe, depois de haver experimentado as alegrias da salvação, falou da sua regeneração a seus amigos. Ao ouvirem seu testemunho, muitos deles também se converteram. Depois, foi organizada uma igreja que por sua vez, solicitou um missionário. Como fruto desse trabalho, quinze mil pessoas, direta ou indiretamente, foram atingidas pelo evangelho. E tudo isso devido a uma pequena moeda!
Há um importante princípio nesta história: Pequenos gestos podem produzir grandes realizações.
Do mesmo modo lembremos também que uma grande árvore frutífera, foi um dia apenas uma pequena semente a qual muitos não dariam nada por ela. Quem é fiel nas pequenas coisas, será colocado sobre os grandes projetos e sonhos de Deus.
Portanto, empreenda sua missão com fidelidade, e execute com obediência as coisas pequenas que lhe são designadas. Mais tarde Deus o usará em grandes realizações.
Pr Josias Moura
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Estudo bíblico para culto jovem na Igreja Betel Brasileiro da Torre. Tema: Exemplo prático de defesa da fé – O caso de saul e da Pitonisa de Endor.
Palavra ministrada pelo Pr Josias Moura no culto de jovens da Igreja Betel da Torre
Exemplo prático de defesa da fé:
O caso de saul e da Pitonisa de Endor.
Texto: I Samuel 28: 5-20
A.Introdução
Nas semanas anteriores vocês tiveram contato com alguns dos aspectos teóricos e conceituais da defesa da fé. Hoje veremos o lado prático desta questão.
Antes de entrarmos diretamente numa demonstração da defesa da fé, é necessário esclarecer que muitas seitas costumam fazer uso da Bíblia para fundamentarem suas doutrinas. Ao fazerem isso, costumam cometer alguns dos seguintes erros:
- Interpretação fora de contexto. É o caso onde o versículo é interpretado de forma isolada e passa a ter um sentido completamente diferente do que teria se fosse interpretado dentro do contexto.
- Introdução de sentidos distorcidos que mudam o significado natural do texto.
- Outro erro comum, é a modificação da própria tradução do texto. É o que fazem os testemunhas de Jeová em sua tradução do Novo Mundo,
Escolhemos hoje, como exemplo prático da defesa da fé, o caso onde Saul vai a procura de uma necromante em Endor para consultar ao Espírito de Samuel. Este caso, tem gerado certa polêmica por parte dos Espíritas que procuram encontrar neste texto fundamento para defenderem duas de suas principais doutrinas: A da mediunidade e a comunicação entre mortos e vivos.
Elaboraremos nossa defesa da fé, extraindo do próprio texto bíblico os argumentos para demonstrarmos que os Espíritas estão errados e procuraremos provar que não foi Samuel quem apareceu para Saul, mas ao contrário do que afirmam espíritas e até mesmo alguns evangélicos, ali houve uma manifestação de um espírito enganador.
B. Não cremos que foi Samuel quem falou com Saul, mas sim um espírito de engano. Vejamos então, os argumentos Bíblicos que provam o que estamos declarando:
1) Foi o desespero, que Saul que o levou a procurar uma Medium. Saul havia visto o acampamento dos Filisteus, e foi tomado por um sentimento de medo (28:5). Quando alguém é dominado pelo medo, ela pode ser levada a fazer coisas erradas. Saul recorreu a uma prática que era errada porque estava sob o domínio da angústia e medo.
Haviam proibições muito claras no Antigo Testamento em relação a consulta dos mortos:
"Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás para com o Senhor teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém, quanto a ti, o Senhor teu Deus não te permitiu tal coisa" (Deuteronômio 18:9-14).
Saul conhecia a palavra de Deus, e tinha consciência que era errado consultar os mortos. Mas, o medo o dominou levando-o a pecar contra Deus.
2) Deus não havia respondido a Saul. Saul havia buscado a Deus, mas Deus não lhe respondeu nem por sonhos, nem por profecia, nem por Urim ou por Turim. Deus costumava revelar sua vontade através destas três formas que eram muito conhecidas. Saul recorreu a todos estes meios, que eram legalmente corretos e Deus não lhe respondeu. Se Deus não respondeu a Saul através dos meios corretos, será que mudaria de idéia mais tarde respondendo-o através de uma feiticeira? É claro que não. Deus não pode mudar sua palavra.
3) Tanto a mulher como Saul tinham consciência que consultar mortos era uma prática errada. Saul foi disfarçado e a mulher, faz questão de lembrar que as leis de Israel proibiam a prática da consulta aos mortos. Veja os versos 8 e 9.
4) Todas as palavras e revelações dadas a Saul foram através da boca da médium. 1 Samuel 28:12 diz: "Vendo a mulher a Samuel, gritou em alta voz; e a mulher disse a Saul: Por que me enganaste? Pois tu mesmo és Saul."
Quem declara que vê alguma coisa é a mulher, em nenhum momento Saul viu coisa alguma. Ele foi influenciado apenas por aquilo que a mulher declarava ver e ouvir. O que nos garante que uma feiticeira envolvida com o poder maligno, estava dizendo a verdade?
5) As descrições do suposto "Samuel" dadas pela feiticeira, eram imprecisas. Vejamos as suas declarações nos Versos 13 e 14.
"Vejo um deus…." não é uma descrição objetiva de Samuel. "…Vem subindo um ancião e está envolto numa capa…." também é uma descrição igualmente muito imprecisa. Qualquer ancião de Israel costumava usar uma capa, que era uma parte do vestuário tão comum, como é a calça de Jeans para nós hoje.
6) Essa profecia não se cumpriu na íntegra, conforme passaremos a observar: Saul não foi entregue nas mãos dos filisteus; ele se suicidou (1 Samuel 31:4) e seu corpo foi recolhido do campo de batalha pelos moradores de Jabes-Gileade (1 Samuel 31:11-13).
7) Também não morreram todos os filhos de Saul – este tinha seis filhos e três deles sobreviveram. Morreram na batalha Jônatas, Abinadabe e Malquisua (2 Samuel 31:8-10; 21:8). Esses fatos tornam essa profecia uma flagrante contradição com o testemunho divino a respeito de Samuel, pois está escrito que "o Senhor era com ele, e nenhuma das suas palavras deixou cair em terra" (1 Samuel 3:19).
O suposto Samuel disse a Saul, "… amanhã tu e teus fihos estareis comigo" (1 Samuel 28.19). Saul ao morrer, não foi para o mesmo lugar onde estava o verdadeiro Samuel. O verdadeiro Samuel estava no paraíso. Já Saul, morreu como um suicida, lançando-se sobre sua própria espada (31:5,6). Assim um suicida não poderia no mesmo lugar que um justo na eternidade.
9) Saul não morreu por causa da previsão do espírito enganador, mas por causa do seu pecado contra Deus. "Assim morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o Senhor, por causa da palavra do Senhor, a que ele não guardara; e também porque interrogara e consultara uma necromante". 1 Crônicas 10.13
Estes 09 argumentos provam claramente que não foi Samuel quem verdadeiramente veio falar com Saul. Se Deus permitisse tal coisa, então os Espíritas estariam certos em ensinar a doutrina da consulta aos mortos, e nós como evangélicos não poderíamos ensinar que essa prática esta errada.
C. Alguns dizem que no monte da transfiguração há um caso genuíno de contato entre vivos e mortos.
Esta é mais uma conclusão errada. Na experiência registrada no monte da transfiguração contada em Mateus 17:1-8:
"Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. Então disse Pedro a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias. Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me compra-zo; a ele ouvi. Ouvindo-a os discípulos, caíram de bruços, tomados de grande medo. Aproximando-se deles, tocou- lhes Jesus, dizendo: Erguei-vos e não temais! Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus."
No texto acima analisamos o seguinte:
1) Não houve qualquer contato entre os vivos e os mortos. Pedro falou apenas com Jesus, e Moises e Elias falaram apenas com Cristo. Em nenhum momento, houve diálogo entre vivos e mortos. Se Jesus permitisse tal coisa, entraria em contradição a palavra de Deus revelada no Antigo Testamento.
2) Ali no monte, não houve um fenômeno mediúnico, mas uma transfiguração. Na mediunidade há alguém que incorpora um espirito. Este espírito se apropria da mente do médium para se comunicar com outra pessoa. No monte da transfiguração, não houve médium, ou incorporação de espíritos e muito menos contato de vivos com mortos. No monte da transfiguração houve ao contrário, uma evidenciação da glória de Deus presente em Cristo, quando Jesus transfigurou-se. A visão de Elias e Moises ao lado de Cristo, confirmam a autoridade de Jesus sobre os profetas e a lei.
D. Conclusão
A desobediência sempre traz o juízo divino. A consulta aos mortos é proibida por Deus (Dt. 18. 9-12) e qualquer tentativa de se estabelecer contato com eles é desobediência aos preceitos de Deus, e suas trágicas conseqüências não se farão esperar.
Isaías nos adverte: "Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva!" (Isaías 8:19,20)
Pr Josias Moura
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Estudo Bíblico para Escola Bíblica dominical Missionária. Tema: Enquanto no mundo há fome na casa de meu Pai há fartura de pão.
Estudo para a II semana de conscientização missionária:
Enquanto no mundo há fome
na casa de meu Pai há fartura de pão
Texto Básico: João 6:24-36
João 6:35: "Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede."
1. Introdução
Hoje refletiremos em nossa Escola Bíblica dominical missionária, sobre nossa tarefa missionária, no capitulo 06 do evangelho de João. No verso 35 deste capitulo, Jesus declara: "Eu sou o pão da vida." Nesta declaração Jesus procurou conduzir o povo a uma compreensão mais profunda da verdade. E aqui, Ele coloca-se como o pão enviado por Deus para saciar a fome espiritual existente dentro do coração humano, que é caracterizada pelo vazio de Deus.
Ao declarar ser o pão da vida, Jesus estabelece uma comparação com o Maná que desceu do céu para alimentar o povo que estava no deserto, nos dias de Moisés. O maná do deserto, era temporário e só alimentava o corpo, mas o "pão da vida" veio de Deus para alimentar o espírito do homem. O maná do deserto atendia a necessidades físicas, o pão da vida, às espirituais.
Muitos estão em busca das coisas temporárias da vida, mas o pão da vida, veio para nos mostrar que o maior propósito da nossa existência é buscar pelos valores e bens eternos do reino. Vivemos numa época onde muitos vivem para TER, porem a mensagem do pão da vida nos revela que devemos viver em primeiro lugar para SER. Vivemos para SER testemunhas, luz do mundo e sal da terra.
2. "Trabalhai não pela comida que perece" v.27
Nos versos anteriores ao verso 27, uma grande multidão parte para Cafarnaum em busca de Jesus e o encontra do outro lado do mar. Jesus repreende aquelas pessoas por estarem procurando-o apenas por interesses materiais.
Jesus não negava bênçãos materiais, como curas, provisão financeira, etc…, para muitas pessoas necessitadas que encontrava em sua caminhada. Ele curou o cego de Jericó, fez a provisão milagrosa de alimento para mais de cinco mil pessoas que estavam carentes, ressuscitou mortos, e operou inúmeros outros milagres.
Porem Jesus repreende esta grande multidão em João 6:26-27, porque estes queriam apenas satisfação material. Aqueles que buscam verdadeiramente Deus, querem mais do que as bênçãos materiais: Desejam cultivar um relacionamento vivo com Deus, e descobrem que o seu bem maior é o próprio Deus em suas vidas e o conhecimento da sua palavra.
Verdadeiros crentes são consumidos por uma incessante sede de Deus. É assim que se sente o salmista; ao ver uma corça que suspira ansiosamente pelas águas no salmo 42: "1 Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. 2 A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?"
3. Nosso grande objetivo missionário: Ensinar a esta geração que a sua maior riqueza é o conhecimento do reino de Deus.
Jesus nos ensina em Mateus 6:33: "…buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas." O que temos visto em nossos dias é que muitos tem buscado em primeiro lugar "…todas estas coisas…", em vez do reino.
Nós somos os mensageiros deste reino, e assim devemos anunciar que o seu Rei breve virá para buscar aqueles que foram salvos pela fé em seu nome. Devemos também anunciar a esta geração, que neste reino há fartura de pão, para alimentar os que tem "…..fome e sede de justiça…." e aqueles que "…são humildes de espírito".
Devemos dizer ao pecador que este reino é espiritual e que devemos desejá-lo em nossos corações, influenciando nossos desejos, pensamentos e escolhas. Jesus nos ensina: "Venha sobre nós o teu reino, e seja feita a tua vontade…..". Mt. 6:10.
Quando passarmos a ter como prioridade anunciar este reino, então Deus terá grande prazer em nos abençoar com as demais coisas.
4. No mundo há fome
No mundo de hoje as pessoas são estimuladas pelos apelos ao consumismo. Há muitas pessoas que não se contentam com aquilo que conquistaram, e estão sempre em busca de mais.
E assim, como mensageiros do reino devemos lembrar da importante pergunta que Deus faz a esta geração gananciosa: "Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderia dar em troca de sua alma?" Marcos 8:36-37
Encontramos por aí, inúmeras pessoas com contas bancárias prósperas, porem com almas empobrecidas e destruídas pelo pecado. Encontramos pessoas que estão sempre sorrindo, mas que no fundo sentem-se solitárias, perdidas e famintas por alguém que lhes traga esperança. Há muitos que conquistaram tudo que materialmente poderiam desejar, mas estão vazios de Deus e a caminho do inferno.
E nós como Igreja do Senhor, o que podemos fazer por estes? O que você esta fazendo?
5. Na casa de meu Pai há fartura de pão.
Como Filhos de Deus vivemos em condição privilegiada, pois temos a promessa de que dEle recebemos vida abundante. Jesus declarou: "O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância." Jo. 10:10.
Esta vida abundante nos tem proporcionado fartura. Somos comparados a árvore que esta plantada junto aos ribeiros das águas: "Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido."Sl 1:3. Quanta fartura! Quanta abundância experimentamos, quando estamos em Cristo!!
Em João 15:5, Ele acrescenta: "Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer". Indiscutivelmente, quem está em Cristo experimenta crescimento, fartura, abundância, etc…
Tanta fartura, bênçãos e privilégios que temos como filhos nos colocam diante de uma grande responsabilidade, pois como Jesus bem frisa, "….àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão. (Lucas 12:48)
Assim meu amado irmão, o fato de termos recebido muito de Deus nos coloca diante desta responsabilidade: Precisamos levar "o Pão do céu…" àqueles que tem fome. E esta é a nossa grande missão!
Pr Josias Moura de Menezes
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Participe da II semana de despertamento missionário na Igreja Betel Brasileiro Geisel.
Avisamos a todos os nossos irmãos e amigos em Cristo, que realizaremos nos dias 27 à 30 de outubro de 2011, a nossa II semana de conscientização missionária.
Nossa programação prevista será:
Dia 27, 19:30hs. Quinta feira: Abertura com palavra do Pr. Laercio, da Igreja Betel Mares. Direção do culto com equipe de missões. Louvor com o conjunto Água da Vida.
Dia 28, 19:30hs. Sexta Feira: Culto com palavra do Pr Alberto, da Igreja Betel Altiplano. Direção do culto com Pr Davi da Igreja Betel Bola na Rede com a participação dos membros de sua Igreja.
Dia 29, 19:30hs. Sábado: Culto com Palavra do Irmão Andre, da Igreja Congregacional. Direção com dept. de jovens da Igreja Betel Geisel.
Dia 30, 09:00hs. Domingo pela manhã: Escola Bíblica Missionária.
Dia 30, 18:00hs. Domingo a noite: Culto de encerramento com presença do Pr. Luis, da Igreja Batista miramar. (a confirmar). Participação do núcleo da Igreja Betel em Jardim Veneza com irmão Diácono Valdir.
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Estudo bíblico para culto de doutrina. Tema: VIVENDO PARA SER E FAZER DISCIPULOS. O CAMPO ONDE FAZER DISCÍPULOS
VIVENDO PARA SER E FAZER
DISCIPULOS:
O CAMPO ONDE FAZER DISCÍPULOS
Texto Básico: Mt 28.18-20 Texto Áureo: Mc 16.15 Texto Devocional: Lc 24.46,47
INTRODUÇÃO
Cada cristão, ou membro do Corpo de Cristo, é, em potencial, um discípulo de Jesus Cristo e deve comportar-se como tal. Não há vida cristã sem discipulado. Atender ao chamado do Mestre e segui-lo implica em submeter-se a um processo de discipulado que dura toda a vida cristã. E, a vontade de Deus é que os discípulos se multipliquem, conquistando outros discípulos para Jesus Cristo. Daí surge a seguinte pergunta: QUAL O CAMPO ONDE FAZER DISCÍPULOS? ou: AONDE OS DISCÍPULOS DO SENHOR DEVEM IR EM BUSCA DE NOVOS DISCÍPULOS?
O não entendimento do lugar onde devemos fazer discípulos poderá levar-nos ao insucesso no cumprimento de nossa missão de discipular. Não basta fazer o que é certo. É preciso fazer o trabalho correto, no lugar certo, com as pessoas certas.
Jesus falou do semeador que saiu a semear e lançou sua semente à beira do caminho, onde as aves a comeram; em solo rochoso, onde nasceu, mas o sol a queimou; entre espinhos, que a sufocaram; em boa terra, que produziu a cem, a sessenta e a trinta por um (Mt 13.3-8). Se tivesse lançado só em terreno ruim, nada teria obtido. Se o fizesse somente em boa terra, o resultado seria bem melhor. Não podemos saber quem vai aceitar a mensagem que pregamos. Mas, pelo menos, devemos ir aonde Jesus mandou, pregar o que Ele ordenou, do modo como Ele determinou.
I. O CAMPO É O MUNDO
O Senhor Jesus definiu com muita propriedade e clareza qual é o campo onde devemos fazer discípulos. Vejamos algumas significativas expressões que o Senhor usou:
1. "Fazei discípulos de todas as nações" (Mt. 28.19). Aqui vemos "todas as nações" como alvo do amor de Deus.
2. "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Mc 16.15). Neste texto, Deus quer alcançar cada indivíduo com a sua mensagem de salvação.
3. "E que em seu nome se pregasse… a todas as nações…" (Lc. 24.47). Jesus, depois de ressuscitado, explica as Escrituras aos discípulos. Em seguida, fala de sua missão de Salvador e da mensagem a ser anunciada ao mundo.
4. "O campo é o mundo". Jesus explica o significado da parábola do joio semeado no meio do trigo: "o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno" (Mt. 13.38).
5. "Porque Deus amou ao mundo" (Jo. 3.16). No diálogo com Nicodemos, Jesus fez essa declaração, que dá a razão da providência divina da salvação do pecador. E, porque Deus amou ao mundo inteiro, o campo para o nosso trabalho é o mundo inteiro.
II. DAVI ENTENDEU A VISÃO DE DEUS
Já no Velho Testamento, Deus queria se manifestar a todas as nações. O salmista Davi entendeu que Deus não queria ser apenas o Deus de Israel, mas o Deus de todas as nações, de todos os povos. Vejamos dois versículos significativos no Salmo 96 (Que este Salmo é de Davi, sabemos pela leitura de I Cr 16.7-37).
1. "Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos as suas maravilhas" (v. 3). A missão de Israel, como nação, era ser testemunha de Deus para os outros povos.
2. "Dizei entre as nações: Reina o Senhor…" (v. 10). Israel deveria anunciar a todas as nações da terra, que o Senhor é o verdadeiro Rei. O salmista entendeu o plano de Deus e não ficou limitado ao conceito israelita de exclusivismo, isto é, de que a salvação era só para os descendentes de Abraão. Ele pôde ver os campos do mundo inteiro brancos para a ceifa.
O evangelista T. L. Osborn, autor do excelente livro "Conquistando almas lá fora onde os pecadores estão", enfatiza que o lugar de conquistar almas é lá fora, no mundo, onde se encontram os pecadores. Nesse sentido, precisamos aproveitar todas as oportunidades que temos para falar de Jesus.
Uma compreensão clara acerca do campo de atuação da igreja é essencial para a definição da Grande Comissão que o Senhor Jesus nos deixou.
Qual é o seu campo? Sua família? O ambiente de seu trabalho, ou da sua faculdade? Precisamos ser uma benção onde estamos.
III. CONSEQÜÊNCIAS DA FALTA DE ENTENDIMENTO ACERCA DO CAMPO
1. NEGLIGÊNCIA DO IDE. Jesus disse: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Mc 16.15).
2. Troca da GRANDE COMISSÃO pela GRANDE OMISSÃO. O termo "Grande Comissão" refere-se à ordem de Jesus aos seus discípulos, de ir a todo o mundo e pregar o evangelho. Quando não cumprimos essa ordem, praticamos uma Grande Omissão.
3. Troca do evangelismo pelo proselitismo. Há igrejas que deixam de evangelizar os pecadores no mundo, para fazer campanha de proselitismo, isto é, tirar pessoas das outras igrejas, o que chamamos "pescar no aquário dos outros". Em algumas igrejas, se um crente de outra igreja entra, logo um "profeta" levanta a voz, dizendo: "Meu servo, o teu lugar é aqui!" E até proferem maldições aos rebeldes, que não atenderem a tal tipo de apelo.
4. Troca da evangelização dos carentes pela saturação dos crentes. A igreja que só evangeliza dentro de suas quatro paredes limita o seu crescimento. T. L. Osborn disse, acertadamente, que: "a metragem quadrada mais evangelizada da terra é o local onde está situada uma igreja evangélica".
Na realidade, há igrejas onde o evangelho é pregado para os crentes em todos os cultos. É igualmente importante pregar o evangelho lá fora, aos não crentes; e nos cultos principais realizados no templo enfatizar uma pregação que tem como objetivo anunciar a salvação e gerar a edificação dos crentes, para que cresçam e frutifiquem.
CONCLUSÃO
A desobediência ou negligência aos ensinamentos do Senhor Jesus Cristo tem trazido sérias conseqüências para o cristianismo. Mas ainda há tempo para erguermos nossos olhos para os campos, que estão brancos para ceifa (Jo 4.35). O trigo nunca esteve tão maduro para a ceifa como nos dias de hoje. O campo começa em nosso bairro, na casa do vizinho, estende-se para o outro bairro, alcança a cidade vizinha e vai até aos confins da terra (At 1.8).
PERGUNTAS DA LIÇÃO
1. Qual o campo onde devemos fazer discípulos?
2. Em que Salmo o seu autor mostra entendimento desta verdade?
3. Você acha correto uma igreja evangelizar somente dentro das próprias instalações, evangelizando os evangelizados e aqueles que a visitam?
4. Se a sua resposta à pergunta anterior for NÁO, você está disposto a cooperar com a Grande Comissão, saindo em busca dos pecadores?
5. Quais as consequências da falta de entendimento acerca do campo onde fazer discípulos?
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Sermão: O cristão e a defesa da fé.
Palavra ministrada pelo Pr Josias Moura na Igreja do Betel Brasileiro da Torre.
O Cristão e a defesa da fé
Judas 3 e 4: "Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. 4 Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo."
1) Introdução
As palavras acima, foram escritas por Judas. Não falamos de Judas Iscariotes, mas do Judas que era um dos irmãos de Cristo. Suas palavras foram escritas numa época em que o cristianismo enfrentava uma severa oposição espiritual por parte de apóstatas que plantavam sementes de engano entre os cristãos. Nesse cenário, surge Judas conclamando a Igreja para lutar pela defesa da sua fé, e assim sair em defesa da verdade em meio a uma intensa batalha espiritual.
Assim, o livro de Judas trata de promover uma convocação para que os cristãos se levantem em defesa da fé cristã.
No uso comum do termo, apologética, nada mais é do que a defesa do cristianismo, de suas crenças e de seu livro sagrado.
2) Em muitas circunstâncias, encontramos nas paginas do Novo testamento, os apóstolos agindo em defesa da fé:
- Em I coríntios, Paulo defende a doutrina da ressurreição.
- No livro de Gálatas, Paulo defende o cristianismo da graça da influencia negativa do cristianismo legalista dos judaizantes.
- Em I João, o apostolo defende o cristianismo do evangelho gnóstico que negava a doutrina da humanidade de Cristo.
- Em Hebreus, é defendida a ideia da supremacia de Cristo sobre a lei Judaica.
3) Os desafios do nosso tempo são diferentes. Vivemos numa época, que chamamos de pós moderna, onde grandes gigantes tem desafiado a fé cristã. Gostaria de destacar alguns destes gigantes.
a. Primeiro gigante: O antropocentrismo
Esta é uma época onde muitas pessoas divinizam a vontade do homem e humanizam Deus. A pós modernidade faz com que muitos destronem Deus, como autoridade absoluta, e entronizem ao próprio homem.
Somos desafiados por um cristianismo centrado no homem, onde Deus se transforma num instrumento secundário que trabalha para realizar todos os gostos e vontades soberanas do homem. Muitos se acham no direito de viver determinando. É comum ouvirmos frases assim: "Eu determino, ou eu decreto…". Muitos sentem-se como "Senhores ou senhoras do destino".
Como lideres somos desafiados a falar da soberania Deus. Era isto que Paulo anunciava aos filipenses no capitulo 2:9-11: "Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, 10 para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, 11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai."
Nosso grande desafio é declarar a esta geração que Deus permanece em seu trono, e que Ele reclama por ser entronizado dentro dos nossos corações.
b. Segundo gigante: O individualismo
Nunca houve na história da humanidade uma época de tanta produção de alimentos, mas muitas crianças continuam morrendo com fome em alguns países da África.
O Capitalismo estimula o individualismo, pois para alguém ter, certamente outro terá que perder. E assim muitas pessoas se tornam centradas em suas ambições pessoais e inertes às necessidades alheias.
Convêm lembrar irmãos, que o cristianismo em sua origem não celebrava o individualismo. Os primeiros cristãos tinham alegria tanto em receber como em dividir. Hoje, muitos só querem receber. Até mesmo na forma de orar, muitos só priorizam pedir para si mesmos.
Tiago diz no capitulo 2:17, que "também a fé, se não tiver obras, por si só está morta." Nesse contexto, ele esta falando sobre a necessidade de dividir com aqueles que necessitam.
Nosso grande desafio é portanto, ensinar a esta geração que precisamos ter alegria tanto em receber como compartilhar, precisamos ter prazer tanto em nossas conquistas pessoais como nas conquistas dos outros.
c. Terceiro gigante: O hedonismo
Como movimento filosófico, o hedonismo teve sua origem nos ensinos dos epicureus, cuja máxima era "comamos e bebamos e amanhã morreremos". Assim os hedonistas ensinavam que o certo é aquilo que é prazeroso e agradável. O hedonismo considera que o prazer individual é o único bem responsável.
Temos visto o reflexo do hedonismo na apologia do sexo livre e na disseminação da pornografia nos meios de comunicação, onde até mesmo crianças e adolescentes tem acesso livre. Ouvi falar de uma criança que estava conectada em um jogo virtual que tem se tornado uma febre, o haboo. De repente algum usuário entrou no ambiente virtual propondo-se a falar imoralidades.
Gastaldi diz que a geração da era pós moderna "tem prazer no efêmero, no fragmentário, no descontínuo e no caótico. Viver é experimentar sensações; quanto mais fortes, intensas e rápidas, melhor. Nada de sentimentos, de culpa, nada de bem e de mal, nada de valores: o que importa é o que me agrada, ou o que me traz prazer".
Somos desafiados a dizer a esta geração que seu verdadeiro prazer deve estar na palavra de Deus: "1 Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. 2 Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite." (Salmos 1:1-2 RA)
d. Quarto gigante: O relativismo
O relativismo tem sua gênese no pensamento de Hegel, filosofo alemão. Em sua dialética Hegel ensinava que "….todo certo tem um pouco de errado, e todo errado tem um pouco de certo". Essa forma de pensar foi evoluindo e chegou ao que chamamos de relativismo.
Segundo o relativismo, não há verdades absolutas, e assim, o padrão do certo ou errado esta vinculado a consciência de cada um. Influenciados pelo relativismo muitas pessoas passam a relativizar as verdades do cristianismo, mas contraditoriamente tornam absolutas muitas das suas próprias convicções.
O relativismo nos desafia a dizer a esta geração que Jesus é a sua verdade absoluta. Foi Ele quem disse em João 14:6: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim."
e. Quinto gigante: O materialismo
O materialismo é uma filosofia que superestima o material, o físico e o palpável em detrimento do espiritual e do eterno. Os materialistas julgam o mundo espiritual como abstrato, secundário e como algo sem relevância, e acreditam que a essência da vida esta em acumular ou TER.
O materialismo estimula as pessoas a VIVEREM PARA TER. Porem, a ênfase do cristianismo bíblico esta em VIVER PARA SER. Somos desafiados a viver para sermos santos, luz do mundo e sal da terra em meio a uma geração que vive para ter.
Jesus encontrou pessoas materialistas, como o jovem rico, que preferiu suas próprias riquezas em vez das riquezas do reino. Mas ele também encontrou pessoas como Zaqueu, que foram capazes de trocar o materialismo pelos valores do reino.
O materialismo tem influenciado muitos discursos religiosos, fazendo com que muitas pessoas busquem em Deus recompensas meramente materiais.
Vivemos hoje testemunhando o auge da teologia triunfalista e da teologia da prosperidade. Estamos vendo adesões em massa, e provavelmente poucas conversões. Temos visto que muitos estão em busca das bênçãos materiais de Deus e não de Deus.
Somos desafiados pelo materialismo a anunciar para esta geração que seu estilo de VIVER PARA TER, não lhe trará satisfação interior. Esta geração necessita saber através de nós que sua sede e sua busca só será satisfeita quando ela aprender a desejar o Senhor como a corça suspira pelas águas. É esta sede que o salmista tem em seu coração no salmo 42: "Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. 2 A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?"
Somente a sede por Deus nos satisfaz, e não a sede por suas bênçãos. Assim meus irmãos, a sede por intimidade com Deus é a grande arma que temos para evangelizar uma geração que procura satisfação em coisas materiais.
4) Conclusão
O antropocentrismo, o individualismo, o hedonismo, o relativismo e o materialismo são alguns dos grandes gigantes que desafiam a fé cristã nesta geração.
Porem, encontramos na história bíblica, o exemplo de que um grande gigante já foi derrubado com apenas uma pedrinha. Precisamos crer no poder do evangelho, pois esta é a nossa "pedrinha" para derrubar os gigantes ideológicos desta geração.
Como Davi se dispôs para enfrentar Golias, que nós sejamos capazes de nos dispor para servir ao Senhor da Seara. Ele esta conosco e nos ajudará a vencer os desafios desta época.
Que Deus nos abençoe!
Pr Josias Moura
Nota: Parte do conteudo da ministração acima, foi retirada de outra ministração do Pr Josias numa ocasião em que esteve com estudantes da ABU.
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Cartaz de divulgação dos cursos a distância no site josiasmoura.com
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AVISO AOS ALUNOS DOS CURSOS A DISTÂNCIA QUE RESIDEM FORA DO BRASIL
Informamos aos nossos alunos residentes fora do Brasil, que cursam ou àqueles desejam cursar nossos cursos a distância, que agora poderão efetuar o pagamento das disciplinas e módulos cursados em nosso site por meio de cartão de crédito.
Adotamos o sistema de cobrança PAY PAL. Este é um sistema de pagamento seguro atraves da Internet, através do qual podemos receber pagamentos oriundos de qualquer parte do mundo.
Assim, a partir desta data, receberemos pagamentos por meio de cartão de Crédito, daqueles alunos que residem fora do Brasil. Caso algum aluno não disponha de cartão de Crédito, pedimos que entrem em contato conosco, para estabelecermos outra forma de pagamento.
Pr Flavio
Coordenador dos cursos a distância no site josiasmoura.com
Nosso email: josiasmoura@hotmail.com
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Estudo Bíblico para o culto de doutrina da Igreja Betel Brasileiro Geisel. Tema: Vivendo para Ser e fazer discipulos–O poder do Senhor do Discipulado.
VIVENDO PARA SER E FAZER DISCIPULOS:
O PODER DO SENHOR DO DISCIPULADO
Texto Básico: Jo 3.35; 5.19; 10.30; 17.1-5
Texto Áureo: Mt 28.18 Texto Devocional: lTm 6.13-16
INTRODUÇÃO
Para a igreja primitiva, Jesus era plenamente o Senhor. Sua realeza era incontestável. "IESOUS KURIOS" ou "JESUS É O SENHOR" era a declaração que estava em todas as bocas. No início, o apóstolo Pedro, no sermão da descida do Espírito Santo, disse: "E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (At 2.21).
A palavra grega KURIOS (Senhor) corresponde ao termo hebraico IAVEH ou JEOVÁ (melhor a primeira forma), que é o nome de Deus dado a Moisés: "EU SOU" (Êx 3.14).
Proclamemos a supremacia de Jesus Cristo em todas coisas. Ele é o Senhor do poder. No Antigo Testamento, preexistia – Ele mesmo o disse: "Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: Antes que Abraão existisse , eu sou" (Jo 8.58).
O apóstolo Paulo, de forma semelhante a Pedro, testemunhou aos romanos: "Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo" (Rm 10.13).
O nome do Senhor Jesus é a garantia de todas as bênçãos do discipulado, porque n'Ele há poder.
I. A ONIPOTÊNCIA DE JESUS
1. Verdade que está expressa no texto bíblico. A onipotência de Jesus está clara em Mt 28.18: "Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Todo a autoridade me foi dada no céu e na terra". Há muitas referências ao poder de Jesus nos Evangelhos (Mt 13.54; Mc 5.30; Lc 5.17; 6.19; 9.1), no livro de Atos (10.38), nas Epístolas (Rm 1.4; ICo 1.24; 5.4) e no Apocalipse (5.12,13).
2. Jesus é Deus e tem os atributos da divindade. Jesus foi chamado de Deus: "…e estamos no verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna" (I Jo. 5.20); "…o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo" (Jd 4).
3. Jesus exerceu autoridade. Em seu ministério terreno, Jesus agiu sempre como homem e nunca como Deus. Mas Ele conhecia muito bem o caminho da vitória através da oração, pelo que vivia em oração e intensa comunhão com o Pai. Sua autoridade baseava-se na sua santidade, jamais havendo cometido engano ou pecado e por obter resposta do Pai nas suas orações. Quando ia ressuscitar Lázaro, orou: "Pai, graças te dou por me haveres ouvido. Eu bem sei que sempre me ouves…" (Jo 11.41b-42a). Na oração sacerdotal, Jesus pediu em favor dos seus discípulos: ".. .eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome…" (Jo 17.11). Jesus podia garantir aos discípulos a segurança, porque tinha autoridade. E o fazia na certeza de cumprir a vontade do Pai. E garantiu aos discípulos: "Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros" (Jo 14.18).
II. A NATUREZA DO DISCIPULADO
1. Somos discípulos porque fomos chamados. Fomos objeto do convite de Deus. Tanto judeus como gregos. A convocação do Senhor tem um propósito definido: testemunhar e agir no poder de Deus, manifestando sabedoria (ICo 1.24). Nossa década da Informação está cheia de novidades. Também na igreja? Se elas afetam o conteúdo do seu discurso, há perigo à vista, que está, por vezes, bem perto de nós. Muitos querem receber o poder e usufruí-lo, mas de forma descompromissada. De modo mais cômodo, sem passar pela cruz (Mt 10,38). Se muitos gostam, por que não oferecer um discipulado com sabor adocicado? E bíblica esta postura? Certamente não! O Senhor concede o seu poder aos discípulos, para que cumpram sua missão de modo correto, com base na fidelidade. Mesmo que isto lhes custe a vida.
2. Fomos criados para a aventura da fé. O homem nasceu com esta característica. Se a igreja não a canaliza para o discipulado, os promotores do reino das trevas desviam-na para a sedução. Estão aí o carnaval, os programas de sexo, os estádios cheios para o rock… Quanta atividade pode ser feita motivando a igreja! A Macedônia, por exemplo, foi despertada para uma mobilização doadora (2Co 8.5). Lá, as igrejas foram tocadas pela fé. Conheciam a tribulação e a pobreza (v. 2). Todavia, foram além do que o apóstolo Paulo esperava. Aconteceu assim, porque se deram primeiramente ao Senhor. Então arranjaram meios para fazer uma coleta a favor dos cristãos pobres da Judéia.
III. PROVISÃO DO PODER
1. O discipulado eficaz requer poder. Davi oferecia ações de graça nas horas difíceis (SI 34). Nas horas de vitória (SI 21). Ele sabia o que era escrever: "na tua força, Senhor, o rei se alegra!…" Ainda: "Exalta-te, Senhor, na tua força! Nós cantaremos e louvaremos o teu poder" (SI 21.1,13).
2. Apóstolos com provisão de poder. Em At 4.33, os discípulos mostraram que tinham poder. Falavam sobre a ressurreição de Jesus. Sobrava a graça nas suas vidas. A provisão de poder requer intimidade com Jesus e sua Palavra. O discípulo tem a bem-aventurança que vem da leitura, da audição e da obediência à Palavra de Deus. Com uma Identidade assim, o poder do Senhor se manifestará sempre no trabalho do discipulado. Amém!
CONCLUSÃO
Grande é a satisfação daquele que exerce uma atividade apoiada por alguém dotado de muito poder. Assim acontece no mundo material, com respeito aos governos poderosos, de nações ricas e dominadoras; também com relação às nações admiradas por sua elevada cultura e adiantada civilização. Que dizer de nós, que estamos a serviço do Rei Jesus, o Senhor do Universo, que o criou e sustenta pelos séculos dos séculos? Foi por entender isto que muitos cristãos, "mesmo em face da morte, não amaram a própria vida" (Ap 12.11).
O servo do Senhor é dotado de autoridade para o exercício de suas funções. Só não toma posse dessa bênção quem não sabe da existência de um poder imenso à sua disposição, ou não exerce a fé para isso.
PERGUNTAS DA LIÇÃO
1. Qual o significado da palavra grega KURIOS? A quem era aplicada?
2. Cite algumas provas de que Jesus é Deus.
3. Por que podemos afirmar que o discípulo é dotado de poder para servir a Cristo?
4. Como a igreja pode canalizar o potencial dos seus membros para o serviço cristão?
5. Por que o discipulado, para ser eficaz, necessita de poder?
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Estudo Bíblico para a Escola Dominical da Igreja Betel Brasileiro Geisel. Tema: Derrubando o gigante do egoísmo
Derrubando o gigante do Egoísmo
Mateus 22.34-40
"Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Mt. 22:39
O povo brasileiro é egoísta? Justifique sua resposta.
"Cada um por si e Deus por todos!" – Com certeza, você já ouviu esta frase. Ela traduz o conceito que muitos têm da vida. São aqueles que se preocupam apenas consigo próprios. E não são poucos os que só querem levar vantagem. Esta atitude, tão presente no coração humano, que se manifesta nos relacionamentos é chamada "egoísmo".
O dicionário define "egoísmo" como sendo "o amor exclusivo de sua pessoa e de seus interesses". De fato, o egoísta não se preocupa com os outros, mas trata só dos seus próprios interesses.
A ética cristã, emanada do Novo Testamento, é contundentemente contrária às atitudes egoístas. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo enfatizar a ética cristã centrada no amor, e despertar o povo de Deus para um viver altruísta, o que, sem dúvida, representa um positivo testemunho ao mundo.
Breve Análise do Texto
A passagem tomada por base para este estudo apresenta o relato de mais uma das tentativas de conspiração dos saduceus e fariseus contra Jesus. A intenção de um dos intérpretes da Lei, ao formular a Jesus a pergunta sobre qual seria o maior mandamento da Lei, era criar uma situação em que Jesus viesse a blasfemar. Certamente, o intérprete da Lei se surpreendeu com a resposta de Jesus, pois ele se valeu de Deuteronômio 6.4,5 e afirmou que o maior mandamento consiste em amar a Deus sem reservas. Jesus prossegue e recorre a Levítico 19.18 para dizer que há um segundo mandamento, ligado ao primeiro, o qual consiste em amar ao próximo como a si mesmo.
Conforme R. G. V. Tasker, "um homem não pode amar a Deus num sentido real sem amar também a seu próximo, feito como ele à imagem de Deus". Esta é a mensagem de I João 4.20,21. Os evangelistas Marcos e Lucas também relatam o episódio (Mc 12.28-34 e Lc 10.25-37), mas não dizem que o intérprete da Lei estava experimentando a Jesus.
Enfatizando a centralidade do amor, Jesus declara que "destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas" (v. 40). Mas, por que são estes dois mandamentos os mais importantes? Guilhermo Hendriksen sugere três razões:
1. A fé e a esperança recebem, o amor dá.
2. Todas as demais virtudes estão incluídas no amor.
3. O amor segue o padrão de Deus, pois Deus é amor.
Há uma canção, cuja letra diz: "Amor! Ser cristão é ter amor. Ama o teu próximo como a ti mesmo. Deus é amor". O egoísmo é incompatível com a vida no reino de Deus.
Tópicos para Reflexão
1. CARACTERÍSTICAS E MALES DECORRENTES DO EGOÍSMO
Escrevendo ao jovem Timóteo (II Tm 3.1-9) o apóstolo Paulo o preveniu de que nos últimos dias sobreviriam tempos difíceis, quando os homens seriam, entre outras coisas, egoístas. Como já foi exposto na introdução, o egoísmo caracteriza-se pela concentração dos interesses do indivíduo em si mesmo, em detrimento das' necessidades do semelhante.
O ser humano foi criado por Deus para viver numa saudável interdependência -"não é bom que o homem esteja só" (Gn 2.18). O salmista declarou: "Oh, como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!" (Sl. 133.1). A igreja do Novo Testamento se distinguia em virtude de um estilo de vida desprendido e altruísta (At 4.32-37).
Na sociedade moderna verifica-se um acentuado individualismo. Em vez de aproximar as pessoas, como pareceria lógico, a globalização acaba promovendo o isolamento e o distanciamento. O modelo econômico neo-liberal interfere diretamente em nossas relações. O mercado transforma-se numa selva, e "salve-se quem puder". O resultado disso é que retrocedemos à mentalidade de Caim: "acaso, sou eu Mor de meu irmão?" Os homens deixam de ser irmãos e parceiros e transformam-se em concorrentes.
A riqueza produzida no mundo e os recursos disponíveis são suficientes para garantir uma condição de vida digna a todos os habitantes do planeta, com acesso ao básico: alimentação, moradia, saúde e educação. Não faltam recursos. O problema é que sobra egoísmo. O egoísmo é o grande responsável pelas cruéis e brutais desigualdades entre pessoas, povos e nações. Mas a Palavra de Deus garante um severo juízo contra aqueles que pensam só em si (Is. 5.8; Lc 12.20,21; Tg 5.1-6).
2. O EGOÍSMO E O MANDAMENTO DO AMOR
A ética cristã está fundada no amor: amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Aí não há espaço para o egoísmo. A parábola do Bom Samaritano (Lc 10.25-37) ilustra muito bem o que significa amar ao próximo como a si mesmo.
Aonde prevalece o egoísmo não há amor, nem ao próximo nem a Deus. É por isso que Jesus condenou os fariseus e sua falsa devoção (Mc 12.38-40).
O amor abre caminho para o encontro e a harmonia do ser humano com o Criador, com o próximo, consigo mesmo e com o meio-ambiente. O amor gera vida e liberdade. Quando o amor determina as nossas relações, aí se estabelecem a fraternidade, a partilha, a cooperação e a justiça.
O egoísmo arraigado em tantos corações e mentes, tem sido um grande empecilho para a construção de um mundo mais humano, justo e solidário. Diante da cultura do individualismo e da competitividade que rege o mundo hoje, onde o outro é visto não como irmão e parceiro, mas apenas como concorrente, o povo de Deus é desafiado a deflagrar uma revolução: a revolução do amor (Mt 5.43-48).
3. O DESAFIO A UM VIVER ALTRUÍSTA
"Altruísmo" é o oposto de "egoísmo". Ser altruísta significa ter amor ao próximo, ser abnegado, estar comprometido com causas filantrópicas.
O altruísmo deve ser uma marca inconfundível de todo cristão. É deprimente alguém se declarar cristão, e viver egoisticamente. Em seu livro Ética do Novo Testamento, Heinz Dietrich declara: "Não há amor verdadeiro e pleno, do coração todo a Deus, sem o amor ao próximo".
O altruísmo cristão, ordenado por Jesus, transforma-se num veemente testemunho ao mundo (Mt 5.16).
O nosso compromisso solidário não pode se limitar à igreja a que pertencemos. Devemos abrir o coração às necessidades que nos rodeiam, e o nosso envolvimento deve ser mais abrangente e efetivo. O evangelho que pregamos, muitas vezes se mostra acentuadamente conceitual e teórico, e pouco altruísta. Aprendamos com Jesus! (Mt 9.35-37; 14.13-21). Pensemos mais em nossos irmãos! Amemos mais uns aos outros!
A influência do modo de vida atual atinge também os cristãos. Cada um deve avaliar se está vivendo conforme a ética do reino de Deus, fundada no amor, ou se está simplesmente seguindo o curso deste mundo.
Nossa vida cristã não consiste em vivermos para nós mesmos, e sim em vivermos para servir aos nossos irmãos. Lembremos que o maior no reino de Deus é medido pela sua capacidade de Servir.
Reflexão Pessoal
1. Você se acha uma pessoa altruísta?
2. Você tem o costume de ajudar pessoas e entidades filantrópicas?
3. Que propósitos você deseja firmar diante de Deus, após este estudo?
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Estudo Bíblico para o culto de doutrina da Igreja Betel Brasileiro Geisel. Tema: Vivendo para Ser e fazer discipulos–A escola de Discipuladores.
VIVENDO PARA
SER E FAZER DISCIPULOS:
A ESCOLA DE DISCIPULADORES
Texto Básico: Lc 6.13-16 Texto Áureo: Jo 15.16 Texto Devocional: Jo 17.6-15
INTRODUÇAO
No plano de Deus, a Educação, o sistema de ensino, tinha um papel social e espiritual de marcada importância. Alguns, por falta de informação, não dão o valor necessário ao ministério docente na igreja. E uma pena!
As organizações de Educação Religiosa – Escola Dominical à frente – promovem o crescimento e preparam os recursos humanos tão necessários ao cumprimento do Plano do Senhor.
O profeta Samuel dirigiu uma grupo de profetas. Era uma espécie de "escola de profetas". Isto, mil e poucos anos antes de Cristo. Estudar a Bíblia em organizações destinadas a este fim, na igreja ou num Seminário, não é uma invenção do homem moderno.
Entre os judeus, a escola se desenvolveu com à sinagoga. Marriel C. Tenney lembrou que o Talmud dizia que em 75 a.c, já havia o costume de levar as crianças a uma escola elementar. Antes da criança ir para a escola, já sabia recitar o "SHEMA"(profissão de fé central do Judaísmo) (Dt 6.4).
Jesus se referiu a este fato na passagem de Mt 22.35-40.
I. PIONEIROS NO DISCIPULADO
1. Israel valorizava a educação. Muito antes do início da igreja, o autor de Provérbios conclamou o povo a instruir a criança (Pv 22.6). Os rabinos cuidavam da Educação. Jesus, no seu tempo, valorizou ao máximo sua atividade no ensino. Chamou e formou discípulos. Sabia que precisava de continuadores para a divulgação do seu plano de redenção. Dedicou-se a esses discípulos. Terminando a jornada, disse-lhes: "…vós também testemunhareis porque estais comigo desde o princípio" (Jo 15.27). E eles assim o fizeram.
2. Jesus orou antes de escolher os doze. O evangelista Lucas escreveu que antes de chamar os doze discípulos, nomeando-os apóstolos, Jesus retirou-se para um monte. Ficou a sós com o Pai durante uma noite. Passou horas orando. Só depois disso efetuou a chamada dos pioneiros do seu discipulado (Lc 6.12-16). Oração antecedendo a escolha dos obreiros. Muita oração. Uma noite em oração. Um belo exemplo para nós, esquecidos de que a direção deve caber ao Pai. Não foi assim com o apóstolo Paulo, que escreveu: "Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração" (Rm 12.12).
II. PREPARO PARA O DISCIPULADO
1. Precisamos estar firmes na doutrina da verdade. Na oração sacerdotal, Jesus exaltou a verdade. Esperava que seus discípulos fizessem o mesmo. Os que ouviram a sua palavra e se converteram de todo o coração, guardaram e obedeceram a sua palavra (Jo 17.6). Temos um compromisso com a verdade bíblica. Num mundo rico de ofertas heréticas em cada esquina, espera-se da EBD e de outras agências da igreja, que não renunciem a sua missão de transmitir o recado divino sem mistura e adulteração (Jo 17.8).
2. Poder no Ensino. Uma escola discipuladora precisa ter uma boa reserva de poder espiritual. O reto ensino da Bíblia pressupõe um cenário de luta espiritual. Onde ela está, as trevas não podem ficar; e o erro não tem condições de prosperar (SI 119.105). Escolhidos por Jesus, nascemos de novo para uma nova visão, na dimensão do Espírito. E condição para o exercício do discipulado (Mt 10.1), que requer um enfrentamento espiritual. Mas a opressão e a enfermidade estão debaixo do poder de Jesus. Não é uma maravilha? Mateus 10.8 é conclusivo: o poder foi franqueado aos discípulos de Jesus!
III. DISCIPULAR PARA ABENÇOAR
1. Jesus nos escolheu com um objetivo. Qual foi o objetivo? Que o escolhido dê um fruto que permaneça (Jo 15.16). A qualidade de vida do grupo social onde estamos será influenciada positivamente, à medida que expressemos as características do fruto do Espírito: "amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio" (Gl 5.22.23). Como o mundo precisa desse fruto! O fruto é conseqüência de um ato anterior: uma experiência pessoal de salvação. O discipulado é um desencadeador de bênçãos. E começa com a prioridade estabelecida em Mt 28.18-20, com o evangelho pregado e ensinado sob a ordem de Jesus, que tem todo o poder no céu e na terra. O pregador do evangelho de Cristo tem o poder de Cristo operando e confirmando sua mensagem (Lc 9.1,2; 10.19).
2. Poder para abençoar. A luz no rosto do Senhor, figura do SI 4.6, é portadora de bênçãos. Com Jesus, pela igreja, a luz está ao alcance de todos (Jo 1.9). Bênção de caminhar onde há trevas. Bênção de ter a luz da vida. Não há um padrão para avaliar o que isto representa! Só mesmo a graça do Senhor (Jo 8.12). Quando discipulamos, estamos semeando bênçãos. Com tantas oportunidades à nossa disposição, demos graças a Deus, porque existe uma justificação pela fé (Rm 5.1). Esta é a mensagem que temos, como discipuladores enviados pelo Mestre dos mestres: Jesus é a luz que ilumina as mentes e os corações, que salva, liberta e dá o céu por herança. Tudo isto pregamos no poder do Espírito Santo, que confirma através de sinais e maravilhas (Mc 16.19,20). Mas a maior maravilha é a salvação de um pecador.
CONCLUSÃO
Jesus formou um grupo de discípulos. Essa foi a maior Escola de todos os tempos, porque teve o Mestre dos mestres, como líder. Os discípulos aprenderam lições teóricas e práticas.
Cada um dos discípulos de Jesus era um discipulador que Ele estava preparando, com o objetivo de dar continuidade à obra que começou.
Hoje devemos seguir o exemplo do Mestre, formando discípulos que se tornem discipuladores, para que esta obra não cesse. Nós somos os continuadores da obra do Senhor, para fazermos a sua divulgação, pregando e ensinando todas as coisas que Ele mandou.
PERGUNTAS DA LIÇÃO
1. Temos falhado no mandado de Pv 22.6?
2. A experiência da oração, como em Lc 6.12, faz parte da nossa vida?
3. Como relacionar Jo 17.6 no combate às heresias?
4. Você já passou por um processo de discipulado?
5. O que significa discipular para abençoar?
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Estudo bíblico para a Escola Bíblica dominical da Igreja Betel Geisel. Tema: VENCENDO O GIGANTE DO ORGULHO.
Vencendo o gigante do orgulho
Lucas 18.9-14
"…..porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado". Lucas 18:14
QUAL O PIOR DE TODOS OS PECADOS?
Hoje trataremos de um dos grandes gigantes da alma: O orgulho. Os antigos mestres cristãos costumavam dizer que o principal pecado, o mal supremo, capaz de deixar a criatura no mais completo estado anti-Deus, é o orgulho.
Há uma tradição comum entre os evangélicos brasileiros que afirma não haver diferença entre "pecadinho" e "pecadão". Mas há pecados que são piores que os outros em suas consequências. A doutrina cristã, na obra da Segunda Confissão Helvética (1562), afirma: "confessamos também que os pecados não são iguais: embora surjam da mesma fonte de corrupção e incredulidade, alguns são mais graves que os outros".
Por que os antigos eram tão radicais em sua crítica ao orgulho, a ponto de considerá-lo um grave pecado? No presente estudo, veremos o que a Bíblia tem a dizer sobre o assunto.
ENTENDENDO O TEXTO DE LUCAS 18:1-8
A conhecida parábola de Jesus, narrada apenas por Lucas, é contada em um contexto que apresenta o ensino do Senhor sobre oração (Lc 18.1-8- comparar com a seção paralela de Lc 11.1-13, na qual o assunto principal também é a oração).
Em Lucas 18.1-8, a ênfase está na perseverança que se deve ter na oração. Já no texto que é o objeto da atenção do presente estudo, a ênfase é dupla: a condenação de uma arrogância altiva e soberba, que engana, levando quem se deixa dominar por ela a pensar que é melhor que os outros e não precisa nem de Deus; e a apreciação de uma atitude humilde, que leva a depender apenas de Deus, e não dos méritos próprios.
Este texto ilustra muito bem o aspecto negativo do orgulho, e o resultado desastroso produzido na vida de quem se julga auto-suficiente e melhor que os outros. Nesta parábola, Jesus utiliza um de seus trocadilhos favoritos: "pois quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado" (Lc 18.14).
A idéia de Deus exaltar os humildes e derrubar os orgulhosos era conhecida, há muito tempo, pelos sábios orientais (cf. Jó 5.11 e 22.29, citada por Elifaz de Temã) e, evidentemente, pelos filhos de Israel (cf. Sl.113.7; Pv 3.34; Is 57.15).
À luz de tantas referências bíblicas, não é difícil concluir que o assunto é da mais elevada importância para a vida dos que querem seguir o Senhor Jesus com fidelidade e obediência. Fazemos bem em prestar a máxima atenção a tão importante questão.
1. O QUE E ORGULHO
O que é orgulho? Trata-se da atitude de considerar-se superior e melhor que as outras pessoas, a ponto de desprezá-las. O orgulho é, portanto, a atitude que leva alguém a considerar-se uma pessoa acima de todas as outras.
C. S. Lewis, em Cristianismo Puro e Simples, afirma: "o orgulho é essencialmente competidor; é competidor por sua própria natureza…". O orgulho não sente prazer em possuir algo, mas apenas em possuir mais do que o próximo. Dizemos que alguém tem o orgulho de ser rico, ou de ser inteligente ou de ter boa aparência, mas não é assim. A pessoa tem o orgulho de ser mais rica, mais inteligente ou de melhor aparência do que os outros. Se todo o mundo se tornasse igualmente rico, inteligente ou de boa aparência, não haveria nada do que se orgulhar. É a comparação que nos torna orgulhosos: o prazer de estar acima dos outros. Não havendo o fator competição, o orgulho desaparece".
Por causa do orgulho, pessoas desprezam, humilham e oprimem seus semelhantes - racismo e preconceito, por exemplo, são manifestações do orgulho. Por isso, o orgulho é um pecado tão grave e sério: sempre alguém encontrará outro que lhe seja superior em uma outra área. E, acima de tudo, e de todos, há o próprio Deus.
Enquanto permanecermos orgulhosos, não poderemos conhecer a Deus. Um orgulhoso está sempre olhando de cima para pessoas e coisas; e, é claro, quem está olhando para baixo, não pode ver o que está acima de si mesmo". A ruína espiritual proveniente do orgulho reside no fato do orgulhoso amar-se mais que a Deus e, evidentemente, mais que às outras pessoas.
Eis o grande problema do orgulho: a pessoa orgulhosa considera-se melhor que as outras pessoas. O orgulho não deixa a pessoa reconhecer que, se tem algo de bom, não é pelo seu próprio mérito, mas pela misericórdia divina. Portanto, é errado alguém considerar-se superior a quem quer que seja. No lugar do orgulho, é preciso sentir gratidão a Deus pelas boas dádivas que ele concede.
2. O QUE NÃO É ORGULHO
É preciso distinguir alguns pontos, para que não se entenda uma questão tão importante como esta, de maneira errada. Há pessoas que não querem ser orgulhosas, mas acabam manifestando uma humildade deturpada. Eis alguns exemplos: a alegria que alguém sente ao receber um elogio não é orgulho. Jesus nos dá a impressionante promessa que Deus mesmo elogiará seus servos fiéis (Mt 25.21-23). Quando alguém diz algo bom a nosso respeito, devemos dar graças a Deus, que nos possibilitou a característica pessoal ou a realização que nos fez receber o elogio. O problema é quando uma pessoa é tão orgulhosa que nem dá valor a quem a elogiou, por considerar-se superior a tudo e a todos.
Também não é errado ter "orgulho" de uma pessoa especial, como um pai, ou uma filha, ou por ser aluno de uma determinada escola ou funcionário de uma determinada empresa. Nestes casos, o que se sente não é exatamente "orgulho", mas uma grande afeição ou admiração, pela pessoa. Esta afeição e admiração não são pecaminosas em si.
Mas devemos tomar cuidado para que não amemos pessoas ou coisas mais que a Deus. Afinal, "se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo" (Lc 14.26).
3. VENCENDO O ORGULHO
É possível vencer o orgulho? Sim, pela graça de Deus. A humildade é o remédio de Deus contra o orgulho.
Quem é verdadeiramente humilde não vive dizendo, sou humilde, sou humilde, sou humilde. Mas, vive essa humildade nos gestos e atitudes demonstradas nos relacionamentos com as pessoas.
Além disso, é possível cultivar alguns princípios de vida que são úteis para a vitória sobre o orgulho:
- Um destes princípios é ser dependente de Deus como uma criança. O Senhor Jesus disse que quem não se tornar como uma criança não entrará no reino dos céus (Mt. 18.1-5). A criança não é arrogante. Não se considera melhor que ninguém. Para vencermos o orgulho, imitemos as crianças.
- Outro princípio de vida importante para derrotar o orgulho é o serviço. Jesus, o Senhor, serviu sempre. Ele não teve problemas em fazer o que ninguém queria, e lavar os pés de seus amigos discípulos (tarefa que, naquele tempo, era destinada aos escravos). "Vós me chamais o Mestre e o Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu sendo o Senhor e o Mestre vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também" (Jo 13.13-15). Quem serve aos seus semelhantes desenvolve espírito de humildade.
REFLEXÃO PESSOAL.
1. Você já fez uma análise pessoal sincera para verificar se é orgulhoso(a)
2. Você acha que vale a pena ser humilde? Por quê?
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Sermão: A IGREJA COMO ALVO DA RESTAURAÇÃO DE DEUS
Palavra ministrada pelo Pr Josias Moura no aniversário da Igreja do Betel Brasileiro em Mares pastoreada pelo Pr. Laércio
A igreja como alvo
da restauração de Deus
Ageu 2:9: Então o novo Templo será ainda mais belo do que o primeiro, e dali eu darei prosperidade e paz ao meu povo. Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, falei.
1. Introdução
No ano 536 a.C, os alicerces do templo em Jerusalém foram lançados. Os homens mais novos exultaram de alegria, enquanto os mais velhos choravam. Ageu sem dúvida, era um dos que expressaram alegria, pois o Senhor estava operando no meio do seu povo.
Este quadro nos lembra que devemos construir, servir ou fazer qualquer outra coisa no reino de Deus com alegria, pois quem serve com alegria é abençoado. Vejamos o que Senhor nos diz em Deuterônomio: "O SENHOR lhes dará tudo o que é bom; mas, se vocês não o servirem com alegria e gratidão, 48 serão escravos dos inimigos que o SENHOR mandará contra vocês. Vocês os servirão com fome e com sede, sem roupa e precisando de tudo. Deus tratará vocês com crueldade até os destruir." (Deuteronômio 28:47-48 NTLH)
No entanto, não tardou para que a alegria do povo e o zelo em fazer a obra de Deus esfriassem, quando surgiram as primeiras oposições. Assim a obra da construção do templo ficou inacabada por mais de 15 anos.
Oposições a realização da obra de Deus sempre surgem. Estas podem abater o animo dos crentes a até faze-los parar de realizar a tarefa que Deus lhes colocou nas mãos. Mas, não pare, não desista, continue perseverando em realizar sua tarefa.
Façamos como Neemias, que diante das oposições não deixou sua tarefa. Como Neemias, temos que determinar: Estou fazendo uma grande obra de maneira que não posso descer! Faze a obra; nada e ninguém pode ser motivo ou desculpa para você deixar de fazer a obra, as tristezas, frustrações, decepções e intempéries da vida não lhe isentam de fazer a obra!
2. Mediante o desanimo em prosseguir, Ageu da uma palavra de encorajamento para seu povo:
a) Primeira recomendação de Ageu: "Coloquem Deus em primeiro lugar" Ageu 1:1-4
A incoerência daquelas pessoas era impressionante. Não tinham coragem e ânimo para construir a casa do Senhor, mas muitos estavam empenhados em construir suas próprias casas. E alguns estavam tão envolvidos com isso que construíram casas luxuosas do tipo que os reis costumavam construir para si.
O povo de Deus precisava de uma urgente restauração das suas prioridades, pois a vida secular tem consumido a energia de muitos prejudicando o andamento da obra do Senhor
Este fato nos leva a perguntar: Quais tem sido nossas prioridades? Muitos dizem a seus pastores que não tem tempo para servir a Deus, porem tem todo o tempo do mundo para trabalhar, estudar, namorar, etc…, e a obra do Senhor fica sofrendo por falta de gente que a assuma com compromisso.
Lembremos do que Jesus nos diz: "Buscai em primeiro lugar o reino de Deus, e a sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mt. 6:33).
b) Segunda recomendação de Ageu: "Creiam nas promessas de Deus…." Ag. 1:5,6,9-11
Esta segunda recomendação de Ageu levou a povo a rever sua vida e suas ações sob a luz da aliança que Deus havia feito com eles antes de entrarem na terra de Canaã. A aliança que Deus havia feito com seu povo garantia que eles seriam abençoados se obedecessem a sua lei.
Porem muitos gastavam suas forças em vão. Semeavam abundantemente, mas a colheita era reduzida. Quando comiam não se sentiam saciados. Suas roupas não os aqueciam. Suas rendas não cobriam suas despesas. Seus recursos pareciam estar sendo colocados em sacos furados.
É PRECISO ENTENDER QUE A PROMESSA DE DEUS NOS ALCANÇA COM BENÇÃOS EM DUAS SITUAÇÕES:
1º)QUANDO ESTAMOS SOB OBEDIENCIA A VONTADE DE DEUS,
2º)QUANDO NOSSO TEMPO NÃO ESTA SENDO TOTALMENTE CONSUMIDO POR PLANOS QUE ATENDEM APENAS AOS NOSSOS PRÓPRIOS INTERESSES.
Assim temos que ter compromisso com o Senhor da promessa. Precisamos agrada-lo, devemos servi-lo, e priorizar sua obra, para que as bênçãos nos alcancem.
c) Terceira recomendação de Ageu: Glorifiquem o nome de Deus, dando a Ele o melhor. Ageu 1:7,8
Vejam o que Deus diz ao seu povo em Ageu 1:8: "Agora, vão até as montanhas, tragam madeira e construam de novo o Templo. Eu ficarei muito contente com esse Templo e ali serei adorado e honrado."
Muitos cometiam um grave erro: Compravam para si o que havia de melhor, como a melhor madeira e a melhor matéria prima e traziam para casa do Senhor que sobrava. Traziam para o templo apenas os recursos que não lhes eram uteis.
Muitos fazem a mesma coisa hoje, doando para o templo coisas que teriam vergonha de dar a seus familiares ou amigos.
E assim, Deus ordena a seu povo que novamente vá as montanhas em busca da melhor matéria prima para construir seu templo.
Quando Deus tem como alvo a restauração da sua igreja, Ele também restaura em nós a capacidade de sermos generosos em contribuir, e dar o melhor de nós mesmos.
Temos dado o melhor de nós mesmos para Deus?
3. Ao entrarmos no capitulo 2, vemos Ageu tratar do tema perseverança.
Uma coisa era ter conseguido que o povo de Deus voltasse ao trabalho, e outra bem diferente era faze-lo perseverar.
Existem alguns inimigos da perseverança. São eles:
- O desânimo.
- A frieza espiritual.
- Conflitos com irmãos.
- Falta de convicção de que Deus esta na direção das circunstancias.
- Palavras negativas e desmotivadoras.
Tenho sempre visto homens ou mulheres de personalidade forte, cheios de entusiasmo e vigor, que aparentemente possuem qualidades de liderança, fracassarem em seus empreendimentos. Isto acontece porque permitiram que um obstáculo ou uma série deles detivessem seus passos. Se houvessem acatado o conselho de Salomão e tivessem ido ter com a formiga, teriam aprendido a lição necessária.
Aprendemos grandes lições com este inseto, de aparência tão frágil. Se colocarmos um obstáculo em sua rota, ele tenta por todos os modos ultrapassá-lo; tenta dar a volta, ou passar por baixo ou em cima dele, mas persiste até conseguir superá-lo. O obstáculo, em alguns casos, é várias vezes maior que ele. Mas ele insiste e insiste. Eu chamo isso de determinação, de obstinação.
Lembra-se de Jacó? Lutou muito com Deus por muito tempo. E com perseverança e determinação recebeu sua benção. Aos Hebreus 12:1,2 a palavra do Senhor diz: "…corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, que é o autor e consumador da nossa fé".
Não seja mais um daqueles que começa algo, mas não termina. No reino de Deus é importante começar bem e terminar bem.
4. Conclusão
Deus faz uma promessa a Ageu e seu povo dizendo que a Glória do segundo templo seria maior que a do primeiro. Aprendo aqui, que na medida que avançamos Deus revela sua glória sempre em mais intensidade.
A revelação da glória de Deus é sempre maior para os que desejam avançar.
Tem gente que acha que pode viver da glória do passado, mas esquece da recomendação que nos faz o apostolo Paulo, em filipenses 3:13,14: "…uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo pelo prêmio da vocação celestial que Deus nos chama a receber."
E por fim amados, para que a Igreja do Senhor seja alvo de genuína restauração, cada um de nós tem que fazer a sua parte.
Muitos não estão dispostos a servir. É como se dissessem: "eis-me aqui Senhor, envia a meu irmão". Mas, ao contrário, o nosso Rei, que é o grande general, esta passando em revista o seu exército. E como diz o hino, Ele esta a procura de soldados valentes para a batalha do hora final. E você soldado deve dizer: Conte comigo Jesus.
Pr. Josias Moura de Menezes
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